
Imagem 3D do empreendimento Palmela Dreams
O sonho virou pesadelo: "Palmela Dreams" no centro de alegada burla milionária
Mais de 120 famílias dizem ter sido lesadas numa alegada burla imobiliária em Palmela, num caso que poderá representar prejuízos superiores a 26 milhões de euros. Os negócios envolveram a compra de moradias a uma promotora entretanto insolvente e estão a ser investigados pela Polícia Judiciária.
Em causa está a actuação da sociedade Diagramamotriz, que terá recebido mais de 17 milhões de euros em sinais através de contratos-promessa de compra e venda em vários empreendimentos do concelho, sem que as casas tenham sido entregues. Alguns imóveis terão sido vendidos mais do que uma vez, segundo os lesados. A mediação envolveu imobiliárias como a Remax Expogroup Trust e a Bluecoast.
A presidente da Comissão de Credores, Ana Cardoso Pires, defende alterações à lei para reforçar a protecção dos compradores, nomeadamente a criação de registo obrigatório dos contratos-promessa e de contas fiduciárias para os valores entregues. O grupo de lesados pede também maior fiscalização do sector e um debate público sobre a mediação imobiliária e os mecanismos de controlo.
A Câmara de Palmela rejeita responsabilidades directas no conflito entre promotor e compradores, mas reconhece riscos associados à simplificação do licenciamento urbanístico e confirmou diligências administrativas e participações ao Ministério Público noutros empreendimentos do concelho.
Em Novembro de 2025, o gerente da Diagramamotriz foi detido pela PJ, ficando sujeito a termo de identidade e residência, indiciado por burla qualificada. O processo continua em investigação.














