
Nova associação apresenta propostas para desbloquear a habitação acessível em Portugal
Nasce no país a Associação Habitação e Desenvolvimento Por Portugal (AHDPP), que se apresenta com uma promessa ambiciosa: ter encontrado uma solução para multiplicar a oferta de habitação acessível, capaz de beneficiar simultaneamente o setor público e os privados, sem gerar dívida, e replicável em todo o território nacional.
Quem está por trás da iniciativa
A associação reúne profissionais liberais, académicos e especialistas de diferentes áreas e de diferentes origens políticas, vários deles nomes reconhecidos nos respetivos setores. Integram o Conselho Consultivo Estratégico, encabeçado pelo consultor e ex-CEO da Portugal Ventures Rui Ferreira, figuras como António Carmona Rodrigues, presidente do Grupo Águas de Portugal, e Miguel Saraiva, do atelier de arquitetura Saraiva + Associados.
A liderança institucional da AHDPP está distribuída da seguinte forma: o advogado e presidente da Lispolis, António Cardoso Pereira, assume a presidência da Assembleia-Geral, enquanto o CEO da MG Ventures, Luís Matos Martins, preside ao Conselho Fiscal. Já a presidência da associação está a cargo de Rui Miguel Braga, atual vice-presidente da Câmara Municipal do Barreiro — município que anunciou recentemente o lançamento de um projeto próprio e inovador na área da habitação acessível.
Apresentação pública marcada para dia 15
A associação tem já um site aberto ao público, onde é possível consultar o seu Manifesto, disponível em ahdpp.pt. A apresentação pública da AHDPP está agendada para o próximo dia 15 de setembro, às 10h00, no Pavilhão de Portugal, em Lisboa, reunindo associados e convidados para a divulgação das propostas e do plano de ação da associação. O encerramento do evento contará com a presença da secretária de Estado da Habitação, Patrícia Gonçalves Costa.
Uma proposta para levar ao Governo e às autarquias
Entre os primeiros passos da associação está a intenção de apresentar formalmente ao Governo, através da tutela da habitação, e às autarquias, através da Associação Nacional dos Municípios Portugueses, a solução que diz ter desenvolvido para aplicação à escala nacional — e, eventualmente, também a nível europeu.
O contexto: um défice habitacional que se mede em dezenas de milhares de fogos por ano
O surgimento da AHDPP acontece num momento em que a dimensão do problema habitacional em Portugal continua a gerar alarme entre diferentes vozes do setor. Recentemente, o presidente executivo do BPI, João Pedro Oliveira e Costa, declarou publicamente que o país precisaria de construir entre 80 mil e 100 mil fogos por ano, ao longo dos próximos cinco a seis anos, apenas para conseguir equilibrar "minimamente" o mercado da habitação — um número que dá a medida da urgência que motiva iniciativas como esta nova associação.



















