
A Baía é um dos ex-libris do Seixal. Foto CMS
Margem Sul ganha protagonismo como alternativa residencial a Lisboa
A Margem Sul do Tejo está a afirmar-se como uma das principais alternativas residenciais a Lisboa, impulsionada pela procura de mais espaço, melhor qualidade de vida e preços mais competitivos, segundo o relatório “Market Report Portugal 2025-2026” da Engel & Völkers.
De acordo com a consultora, o aumento dos preços e a escassez de oferta na capital têm levado cada vez mais compradores a optar por zonas periféricas, num movimento de descentralização da procura. A melhoria das acessibilidades e das ligações a Lisboa tem sido determinante para esta tendência, facilitando o modelo de ‘commuting’ (trajecto casa-trabalho)e ampliando o leque de opções residenciais.
Entre as localizações em destaque estão Almada, Seixal, Alcochete, Montijo e Setúbal, que têm vindo a captar interesse crescente, tanto de compradores nacionais como internacionais. Mas também ainda, o que não é despiciendo, por muitos promotores.
Almada beneficia da proximidade imediata a Lisboa e da requalificação urbana, enquanto o Seixal tem valorizado a sua frente ribeirinha e novos projectos residenciais. Alcochete e Montijo destacam-se pelo perfil mais tranquilo e pela oferta de imóveis com maior área, e Setúbal consolida-se como um destino que combina cidade, natureza e litoral.
A Engel & Völkers identifica ainda uma mudança no perfil da procura, com compradores a valorizarem cada vez mais a relação entre espaço, preço e qualidade de vida, uma tendência que se estende também ao segmento premium.
Segundo a consultora, a Margem Sul deixou de ser vista apenas como uma opção mais acessível e passou a afirmar-se como uma escolha estratégica no mercado imobiliário, acompanhando a evolução das prioridades dos compradores.



















