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Margarida Cancela d'Abreu distinguida com o Prémio Gonçalo Ribeiro Telles 2025

 

Margarida Cancela d'Abreu distinguida com o Prémio Gonçalo Ribeiro Telles 2025

5 de maio de 2026

A arquitecta paisagista Margarida Cancela d'Abreu é a vencedora da 7.ª edição do Prémio Gonçalo Ribeiro Telles para Ambiente e Paisagem. O anúncio foi feito esta terça-feira, 5 de Maio, pelo júri da distinção, presidido por Aurora Carapinha — ela própria galardoada em 2020 —, arquitecta paisagista e professora da Universidade de Évora. A entrega do prémio está marcada para 23 de Maio, às 17h00, no Museu Municipal de Coruche.

Criado em 2019 em homenagem ao arquitecto paisagista e político Gonçalo Ribeiro Telles, o prémio reconhece anualmente personalidades com trajectórias relevantes na valorização do ambiente, território e paisagem em Portugal. A iniciativa reúne a família de Gonçalo Ribeiro Telles, o Instituto Superior de Agronomia da Universidade de Lisboa, a Universidade de Évora, a Causa Real, a Ordem dos Engenheiros, a Associação Portuguesa dos Arquitectos Paisagistas (APAP) e a Câmara Municipal de Lisboa.


O percurso de uma vida

Margarida Cancela d'Abreu tem uma carreira de mais de cinco décadas marcada pela defesa dos princípios ecológicos e por uma visão humanista do território. Após concluir o mestrado no Instituto Superior de Agronomia em 1971, afirmou-se como uma voz determinante na integração da arquitectura paisagista nos processos de planeamento urbano e habitacional — num período em que essa abordagem ainda dava os primeiros passos em Portugal.

Foi um dos membros fundadores da APAP em 1976, associação que presidiu entre 2009 e 2012 e que lhe conferiu o estatuto de Membro Honorário em 2015. Nesse mesmo ano de 1976, ingressou na Universidade de Évora como professora convidada, onde integrou, ao lado de Gonçalo Ribeiro Telles, o corpo docente fundador da primeira licenciatura reconhecida oficialmente em Arquitectura Paisagista em Portugal — cargo que exerceu até 2011. Participou ainda na Secretaria de Estado do Ambiente na década de 1970, contribuindo para legislação que viria a moldar o planeamento territorial contemporâneo, e foi Directora Regional de Ordenamento do Território na Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Alentejo entre 1987 e 2007.

Antes de Margarida Cancela d'Abreu, o prémio foi atribuído a Teresa Andresen (2019), Aurora Carapinha e José Sá Fernandes (2020), Alexandre Cancela d'Abreu e Fernando Santos Pessoa (2021), Manuela Raposo Magalhães (2022), Augusto Ferreira do Amaral (2023) e João Gomes da Silva (2024).

Lusa/DI