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Lisboa estreia-se entre os principais centros europeus de serviços financeiros da Colliers

Imagem gerada por IA

Lisboa estreia-se entre os principais centros europeus de serviços financeiros da Colliers

2 de julho de 2026

Lisboa entrou, pela primeira vez, no estudo "Top Global Financial Services Markets 2026", da consultora imobiliária Colliers, passando a integrar o grupo dos principais centros operacionais europeus para o sector dos serviços financeiros.

A capital portuguesa surge classificada como Domestic and Operational Center, destacando-se pela capacidade de atrair investimento, talento qualificado e operações de suporte, incluindo centros de serviços partilhados, fintechs e funções financeiras internacionais.

O relatório, que analisou mais de 200 mercados mundiais, conclui que a inteligência artificial (IA), a transformação digital e a crescente procura por competências tecnológicas estão a alterar as decisões de localização das empresas financeiras e o mapa global do talento.


Nova Iorque 1ª mundial, Londres no top europeu...

A nível mundial, Nova Iorque mantém a liderança entre os mercados mais atractivos para os serviços financeiros, seguida de Londres e Singapura. Na Europa, Londres continua a liderar, à frente de Paris e Zurique, enquanto cidades como Bucareste, Istambul e Birmingham reforçam o seu posicionamento como novos polos de investimento.

Segundo a Colliers, Lisboa beneficia de uma combinação de talento qualificado, ecossistema tecnológico em expansão, custos operacionais competitivos e qualidade de vida, factores que têm contribuído para a instalação de operações internacionais no sector financeiro.

O estudo conclui ainda que a crescente utilização da inteligência artificial está a transformar profundamente o sector, aumentando a procura por engenheiros de software, especialistas em dados, cibersegurança e IA. A consultora estima que a adopção de IA generativa possa elevar os lucros operacionais da banca em até 15%, criando cerca de 340 mil milhões de dólares de novo valor para a indústria.

A análise baseou-se nas actividades de recrutamento das 150 maiores organizações financeiras mundiais e avaliou indicadores como dimensão do mercado de talento, intensidade de contratação, investimento em capital de risco, oferta académica e produtividade do sector.