
Grupo Casais - Guimarães
Grupo Casais inicia construção de 75 habitações de arrendamento acessível em Guimarães
O Grupo Casais iniciou a construção de um novo empreendimento habitacional em Guimarães, composto por 75 fogos destinados a Arrendamento Acessível. A primeira pedra do projeto, localizado no Lugar de Mataduços, foi lançada a 29 de setembro, marcando o arranque oficial de uma empreitada integrada no programa “1.º Direito – Programa de Apoio ao Acesso à Habitação”.
A obra está a cargo da Casais Construction e tem um prazo de execução previsto de 359 dias. O edifício terá cinco pisos e será composto por 75 habitações, distribuídas por 34 T1, 30 T2, 10 T3 e um T4.
O projeto pretende contribuir para o reforço da oferta de habitação a custos acessíveis no concelho de Guimarães, combinando uma solução residencial orientada para diferentes perfis familiares com técnicas de construção destinadas a reduzir os tempos de obra e o impacto ambiental.
Todas as frações terão iluminação e ventilação naturais, bem como um lugar de estacionamento privativo. No interior, as habitações terão soluções de acabamento comuns, incluindo tetos em betão à vista com vigas de madeira e uma organização que integra as áreas de cozinha, refeições e sala.
Construção híbrida reduz utilização de betão
Uma das principais características do projeto está na solução construtiva adotada pelo Grupo Casais. O edifício será executado através de uma estrutura híbrida de madeira e betão, que, segundo a empresa, permitirá reduzir em cerca de 40% a utilização de betão face aos métodos construtivos tradicionais.
A utilização de madeira contribui também para o armazenamento de carbono ao longo do ciclo de vida do edifício, enquanto a pré-fabricação de componentes fora do estaleiro procura tornar o processo de construção mais eficiente e previsível.
De acordo com o Grupo Casais, esta abordagem permitirá reduzir em cerca de 70% a produção de resíduos e em mais de 50% o ruído associado à obra, uma característica particularmente relevante numa intervenção integrada numa zona urbana.
A empreitada será ainda acompanhada através da metodologia BIM (Building Information Modelling), utilizada para apoiar o planeamento, a execução e o controlo de custos ao longo do desenvolvimento do projeto.
“Este projeto em Guimarães reflete na perfeição a nossa visão de que é possível construir melhor e de forma mais célere, focando sempre no bem-estar das pessoas”, afirma António Carlos Rodrigues, CEO do Grupo Casais.
O responsável considera que a combinação entre estrutura híbrida e pré-fabricação off-site permite aumentar a eficiência do processo construtivo e reduzir a pegada carbónica da obra.
Projeto aposta na eficiência energética
A componente ambiental estende-se também ao desempenho futuro do edifício. O projeto obteve uma pré-avaliação LiderA com classe A e foi desenvolvido tendo em conta as metas de eficiência energética associadas ao PRR.
Está prevista a incorporação de 38,43% de materiais reciclados, enquanto metade dos materiais utilizados deverá ser reutilizável no final da vida útil do edifício.
Ao nível do conforto, as habitações terão soluções de isolamento térmico e acústico contínuo, portas de segurança com características acústicas e caixilharia em PVC com vidro duplo.
A estratégia procura, assim, combinar a disponibilização de habitação destinada ao arrendamento acessível com padrões de eficiência energética, conforto e sustentabilidade.
Habitação e inovação tecnológica em Guimarães
O projeto de Mataduços integra uma estratégia mais ampla do Grupo Casais para testar e aplicar novas soluções na construção e na habitação.
A empresa está também a desenvolver, em Azurém, o Minho Innovation and Technology Hub (MITH), um projeto orientado para soluções construtivas sustentáveis e que integra uma comunidade de energia.
Com o arranque da obra em Mataduços, Guimarães passa a contar com mais um projeto de habitação enquadrado nas políticas públicas de acesso a rendas mais acessíveis, ao mesmo tempo que serve de campo de aplicação para soluções construtivas industrializadas e de menor impacto ambiental.
A empreitada deverá estar concluída no prazo de 359 dias, colocando no mercado de arrendamento acessível 75 novas habitações destinadas a diferentes agregados familiares.
















