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Miguel Pinto Luz, ministro das Infraestruturas e Habitação - Wikimedia

Miguel Pinto Luz, ministro das Infraestruturas e Habitação - Wikimedia

Governo prevê concluir terceira travessia do Tejo e túnel Algés-Trafaria dentro de 10 anos

6 de agosto de 2026

O ministro das Infraestruturas e Habitação, Miguel Pinto Luz, afirmou que Portugal deverá contar, na próxima década, com duas novas ligações sobre o rio Tejo: a terceira travessia entre Chelas e o Barreiro e o túnel rodoviário entre Algés e a Trafaria.

As declarações foram feitas durante as comemorações dos 60 anos da Ponte 25 de Abril, onde o governante revelou que a construção da nova ponte rodoferroviária deverá demorar entre quatro e cinco anos, um prazo semelhante ao da construção da actual Ponte 25 de Abril.

Segundo Miguel Pinto Luz, a Infraestruturas de Portugal já está a desenvolver os trabalhos preparatórios para o projecto, incluindo a elaboração do caderno de encargos e o processo de avaliação de impacto ambiental.

O ministro sublinhou ainda que a nova travessia terá de estar concluída antes ou em simultâneo com a entrada em funcionamento do novo aeroporto de Lisboa, por forma a garantir a ligação ferroviária à futura infraestrutura aeroportuária.

"O Governo já está a desenvolver com a Infraestruturas de Portugal todo o trabalho preparatório, incluindo a avaliação de impacto ambiental para a nova travessia", afirmou.

Miguel Pinto Luz recordou que as grandes travessias do Tejo têm surgido em ciclos de cerca de 30 anos — primeiro a Ponte 25 de Abril, inaugurada em 1966, e depois a Ponte Vasco da Gama, em 1998. Contudo, salientou que o actual Executivo pretende alterar esse paradigma ao avançar simultaneamente com dois projetos estruturantes.

"Não avançamos apenas com a terceira travessia. Este Governo tomou também a decisão de construir o túnel Algés-Trafaria. Pela primeira vez teremos duas novas travessias dentro de um período de dez anos", afirmou.

O governante reforçou que o calendário previsto para a nova ponte é considerado estratégico e não admite atrasos, uma vez que a infraestrutura será determinante para cumprir o compromisso assumido com Espanha de assegurar uma ligação ferroviária de alta velocidade entre Lisboa e Madrid em cerca de três horas até 2034, bem como garantir o acesso ferroviário ao futuro aeroporto.

Para o ministro, a concretização destes dois projectos permitirá reforçar a mobilidade entre as duas margens do Tejo e responder às necessidades futuras da Área Metropolitana de Lisboa, acompanhando o crescimento da região e os novos investimentos previstos em infraestruturas de transporte.

DI com LUSA