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Funicular da Graça em Lisboa é finalista do prémio de arquitectura Mies van der Rohe

 

Funicular da Graça em Lisboa é finalista do prémio de arquitectura Mies van der Rohe

8 de janeiro de 2026

O Funicular da Graça, em Lisboa, desenhado pelo Atelier Bugio, é um dos 40 finalistas ao prémio de arquitectura Mies van der Rohe 2026, anunciou hoje a organização, em comunicado.

Doze projetos portugueses eram candidatos para o galardão que distingue a excelência e a inovação na arquitectura contemporânea europeia, segundo a primeira lista divulgada em Novembro pela Comissão Europeia e pela Fundação Mies van der Rohe.

As 40 obras seleccionadas agora por um júri internacional distribuem-se por 36 cidades, em 30 regiões e 18 países, resultando de um total de 410 candidaturas analisadas no âmbito de uma edição apoiada pelo programa Europa Criativa da União Europeia.

A partir desta seleção, o júri irá ainda reduzir a lista a um grupo de sete finalistas em Fevereiro.

Na primavera, os jurados visitarão os locais das obras finalistas, reunindo-se com arquitectos, clientes, utilizadores e comunidades locais.

A lista final foi definida por um júri internacional presidido pelo arquitecto Smiljan Radić e integrado por Carl Bäckstrand, Chris Briffa, Zaiga Gaile, Tina Gregorič, Nikolaus Hirsch e Rosa Rull.


Funicular da Graça

As obras finalistas “exemplificam uma abordagem ética e sustentável à prática arquitectónica, com impacto social a longo prazo, destacando igualmente a importância da colaboração entre arquitetura, planeamento urbano, governação e investimento”, sublinha ainda.

Os nomeados abrangem 21 projectos de regeneração, 17 novas construções e duas extensões, ilustrando as diversas estratégias através das quais a arquitetura contemporânea responde a desafios sociais, culturais e ambientais.

Vários dos projetos selecionados “tiveram de responder a constrangimentos orçamentais significativos, o que influenciou a sua forma final e evidenciou o papel determinante do apoio financeiro na concretização de uma arquitectura de elevada qualidade”.


O júri identificou ainda a “frescura” como tema recorrente entre as obras nomeadas, valorizando projectos que introduzem novas ideias, perspectivas e energia no espaço público, reforçando a arquitetura como uma força activa e progressista no centro da sociedade.

Além de Portugal, com uma obra nomeada em Lisboa, a selecção inclui projectos da Áustria, Bélgica, Croácia, República Checa, Dinamarca, Finlândia, França, Hungria, Itália, Lituânia, Noruega, Polónia, Eslováquia, Eslovénia, Espanha, Suécia e Tunísia.

Esta 19.ª edição do prémio reúne nomeações foram apresentadas por uma vasta rede de associações nacionais de arquitectura, peritos independentes e pelo Comité Consultivo, e incluem as obras mais significativas concluídas entre maio de 2023 e Abril de 2025.

Os prémios, criados pela Comissão Europeia e pela Fundació Mies van der Rohe, são considerados uma das mais importantes distinções da arquitetura europeia, reconhecendo projetos que contribuam para o desenvolvimento sustentável e cultural do espaço urbano europeu.

A primeira edição do Prémio Mies van der Rohe, instituído em 1988, teve como vencedor o arquitecto português Álvaro Siza, com o edifício do antigo banco Borges & Irmão, em Vila do Conde.

LUSA/DI