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domingo, 29 de novembro de 2020
Entrevistas
Aumento da procura por portugueses de imobiliário turístico residencial não chega

Aumento da procura por portugueses de imobiliário turístico residencial não chega

20 de outubro de 2020

Rentrée 2020: Pedro Fontainhas, Director Executivo da Associação Portuguesa de Resorts - APR, revela que o aumento da procura por portugueses de imobiliário turístico residencial poderá atenuar a quebra dos mercados internacionais mas não chega.

O responsável admite que para fazer frente a este momento difícil que se vive com a pandemia da Covid-19, é ajudar os empresários com uma  legislação laboral, de alívio fiscal, de bom senso e eficiência burocrática.

Num ano atípico o que podemos esperar do mercado imobiliário na Rentrée?

Passados quatro meses desde o início do confinamento, todos estamos conscientes que vivemos o início de um duradouro novo normal, e não apenas um momento passageiro após o que tudo voltará ao que era. As casas passaram a estar no centro de todos os minutos das nossas vidas e com esta nova realidade estão a surgir novos requisitos de habitação. Às exigências de eficiência energética, segurança e proteção do investimento juntam-se as de áreas mais amplas de habitação, trabalho e lazer, varandas e jardins, e zonas de baixa densidade populacional. Procuram-se casas de qualidade, polivalentes, fora dos centros urbanos, e com condições para trabalhar e viver em segurança. Estas são características fundamentais da oferta nacional de turismo residencial, que muitos portugueses estão agora a descobrir e a apreciar.

Quais os desafios que o sector tem pela frente?

O turismo residencial reúne dois dos setores de que mais depende a economia portuguesa, o turismo e o imobiliário. Estes sectores têm estado entre os principais motores da economia portuguesa ao longo dos anos e contribuíram decisivamente para Portugal recuperar da crise económica de 2008. O Turismo representa 14,6% do PIB e 9% do emprego, representando o imobiliário 12% do PIB nacional. São indústrias que importa proteger empenhadamente e com realismo pois pode estar em causa a sua capacidade de ajudar eficazmente o país quando delas mais necessitar. Por isso, o desafio que os empresários enfrentam e assumem é preservar em total estado de prontidão as suas estruturas logísticas e humanas. Mas precisam de ajuda da legislação laboral, de alívio fiscal, de bom senso e eficiência burocrática, como temos repetidamente vindo a propor.

Quais as previsões para o mercado até ao final do ano?

O aumento da procura por portugueses de imobiliário turístico residencial poderá atenuar, nalguma medida, a quebra dos mercados internacionais. Mas não chegará para evitar que este ano fique muitíssimo abaixo de qualquer expetativa que pudesse ter havido.

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