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Custos de construção de habitação nova aceleram 7,2% em Junho
Os custos de construção de habitação nova aumentaram 7,2% em Junho, face ao mesmo mês de 2025, acelerando 0,3 pontos percentuais em relação à variação registada em Maio. A subida foi determinada tanto pelo aumento dos custos da mão de obra como pelo encarecimento dos materiais, segundo os dados divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística - INE.
A componente da mão-de-obra registou a maior valorização, com um aumento homólogo de 8,0%, enquanto os preços dos materiais cresceram 6,5%. Em Maio, as respectivas variações tinham sido de 7,6% e 6,4%.
A evolução dos custos de construção mantém, assim, uma trajectória de aceleração. Depois de uma subida homóloga de 6,1% em Abril, o índice avançou 6,9% em Maio e atingiu 7,2% em Junho. O valor registado no último mês fica também bastante acima dos 3,9% observados em Junho de 2025.
Mão-de-obra já representa mais de metade da pressão sobre os custos
A mão-de-obra foi o principal fator responsável pela subida do índice em Junho, contribuindo com 3,7 pontos percentuais para a variação homóloga de 7,2%. Os materiais contribuíram com os restantes 3,5 pontos percentuais. Em Maio, os contributos tinham sido de 3,5 e 3,4 pontos percentuais, respetivamente.
Entre os materiais acompanhados pelo INE, os betumes registaram uma das maiores subidas, de cerca de 35% em termos homólogos. Também o fio de cobre nu e revestido e os tubos de PVC apresentaram aumentos próximos de 25%. O instituto salienta que não foi registada qualquer redução homóloga nos materiais considerados para o cálculo do índice.
Custos sobem 0,6% num único mês
Em termos mensais, os custos de construção de habitação nova aumentaram 0,6% em Junho. Embora este crescimento represente uma desaceleração face aos 1,1% registados em Maio, mantém a pressão sobre os custos de produção.
A evolução mensal resultou de comportamentos distintos entre as duas principais componentes. Enquanto o custo dos materiais diminuiu 0,2%, o custo da mão-de-obra aumentou 1,5%. A mão de obra contribuiu com 0,7 pontos percentuais para a variação mensal do índice, enquanto os materiais tiveram um contributo negativo de 0,1 pontos percentuais.
Pressão sobre a construção residencial mantém-se
A evolução registada em Junho confirma a persistência de uma pressão significativa sobre os custos associados à construção de habitação nova. O aumento dos custos da mão-de-obra e de vários materiais ocorre num contexto em que os promotores enfrentam uma estrutura de custos mais elevada para desenvolver novos projectos residenciais.
O INE sublinha que o Índice de Custos de Construção de Habitação Nova tem como objectivo medir a evolução dos custos de construção de edifícios residenciais em Portugal, apresentando separadamente os custos relativos à mão-de-obra e aos materiais.
Os dados de Junho são ainda provisórios no que respeita a algumas componentes, sendo que a informação relativa aos custos da mão-de-obra pode ser revista nos meses seguintes.
A próxima atualização do Índice de Custos de Construção de Habitação Nova está prevista para 8 de Setembro de 2026.
















