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Avaliação bancária da habitação sobe 14,2% e atinge 2.278 €/m2

 

Avaliação bancária da habitação sobe 14,2% e atinge 2.278 €/m2

27 de outubro de 2026


O valor mediano de avaliação bancária da habitação aumentou 14,2% em setembro, face ao mesmo mês de 2025, atingindo 2.278 euros por metro quadrado, segundo dados do Instituto Nacional de Estatística (INE) hoje divulgados.

Em comparação com agosto, a avaliação bancária subiu 24 euros por metro quadrado, o equivalente a um crescimento mensal de 1,1%. A variação homóloga abrandou ligeiramente face aos 14,7% registados no mês anterior.

A Península de Setúbal apresentou o maior crescimento homólogo, de 18,4%, enquanto o Oeste e Vale do Tejo registou a subida mensal mais expressiva, de 1,6%. Em sentido contrário, os Açores apresentaram uma descida mensal de 3,2%.

Apartamentos valorizam 15,4%

Nos apartamentos, o valor mediano de avaliação bancária atingiu 2.662 euros por metro quadrado, mais 15,4% do que em setembro de 2025 e 0,3% acima do mês anterior.

A Grande Lisboa manteve os valores mais elevados do país, com 3.525 euros/m², seguida do Algarve, com 3.010 euros/m². No extremo oposto surgem o Alentejo, com 1.739 euros/m², e o Centro, com 1.748 euros/m².



O Oeste e Vale do Tejo destacou-se com o maior crescimento homólogo na avaliação de apartamentos, de 21,4%.

Por tipologias, os apartamentos T1 registaram um valor mediano de 3.401 euros/m², mais 32 euros do que em agosto, enquanto os T2 subiram 20 euros, para 2.758 euros/m². Já os T3 apresentaram uma redução mensal de sete euros, fixando-se em 2.266 euros/m².

Moradias registam subida de 11,1%

Nas moradias, o valor mediano de avaliação bancária situou-se em 1.621 euros por metro quadrado, correspondendo a um aumento homólogo de 11,1% e mensal de 0,7%.

A Grande Lisboa voltou a apresentar os preços mais elevados, com 2.942 euros/m², seguida do Algarve, com 2.835 euros/m². Os valores mais baixos foram registados no Centro, com 1.172 euros/m², e no Alentejo, com 1.284 euros/m².

A Madeira destacou-se com a maior valorização homóloga das moradias, de 20,3%, enquanto a Península de Setúbal registou o maior aumento mensal, de 3,3%.

Por tipologias, os valores medianos fixaram-se em 1.634 euros/m² nas moradias T2, 1.581 euros/m² nas T3 e 1.647 euros/m² nas T4.

Grande Lisboa apresenta avaliações 51,5% acima da média nacional

A análise regional do INE evidencia diferenças significativas nos valores de avaliação bancária da habitação.

Em setembro, a Grande Lisboa apresentou valores 51,5% superiores à mediana nacional, seguida do Algarve, com mais 29,6%, e da Península de Setúbal, com mais 24,9%.

Em contrapartida, a Beira Baixa registou valores 53,5% inferiores à referência nacional, seguida do Alto Alentejo (-53,4%) e do Alto Tâmega e Barroso (-51,9%).

Número de avaliações diminui

O INE considerou 32.597 avaliações bancárias em setembro, das quais 20.281 relativas a apartamentos e 12.316 a moradias.

Este número representa uma redução de 1,2% face ao mesmo mês de 2025 e de 0,2% relativamente a agosto, correspondendo a menos 53 avaliações.

Os valores divulgados resultam das avaliações efetuadas pelas instituições bancárias no âmbito de pedidos de crédito à habitação, não correspondendo necessariamente aos preços efetivos de compra e venda dos imóveis.