Logo Diário Imobiliário
CONSTRUÍMOS
NOTÍCIA
Brain PowerHaierJPS Group 2024Porta da Frente
Habitação
Apenas 14,4% dos imóveis à venda custam menos de 208 mil euros

 

Apenas 14,4% dos imóveis à venda custam menos de 208 mil euros

13 de outubro de 2026

A oferta de apartamentos e moradias à venda por um valor até 208 mil euros está a diminuir de forma mais acentuada do que a oferta global do mercado imobiliário. Entre janeiro e setembro de 2026, apenas 14,4% dos imóveis anunciados no Imovirtual se enquadravam neste patamar de preço, abaixo dos 20,7% registados no mesmo período do ano passado.

O valor de 208 mil euros corresponde aproximadamente ao preço médio das transações realizadas por jovens abrangidos pela isenção de IMT e Imposto do Selo na compra da primeira habitação, de acordo com dados divulgados pelo Governo. Até ao final de junho, mais de 112 mil jovens tinham beneficiado desta medida.

A evolução representa uma redução significativa das opções disponíveis para quem procura comprar casa dentro deste orçamento. Se, em 2025, cerca de um em cada cinco anúncios se encontrava abaixo dos 208 mil euros, em 2026 essa proporção passou para aproximadamente um em cada sete.

Oferta abaixo dos 208 mil euros cai 33%

A diferença entre a evolução deste segmento e a do mercado global evidencia a maior contração da oferta nas faixas de preço mais baixas. O número de anúncios de apartamentos e moradias até aos 208 mil euros diminuiu 33% face ao período homólogo de 2025, enquanto o total de imóveis anunciados para venda, independentemente do preço, recuou apenas 2,8%.

Em termos relativos, o segmento até aos 208 mil euros perdeu 6,3 pontos percentuais de representatividade na oferta total, passando de 20,7% para 14,4%.

«Quando utilizamos os 208 mil euros como referência, percebemos que a principal mudança não está apenas no preço dos imóveis, mas na quantidade de oferta que continua disponível dentro deste orçamento», afirma Sylvia Bozzo, Marketing Manager do Imovirtual.

A responsável sublinha que a redução das opções disponíveis obriga os compradores a ponderar com maior atenção fatores como a localização, a tipologia e o tipo de imóvel.

Porto mantém maior peso na oferta

A distribuição geográfica dos imóveis até aos 208 mil euros também registou alterações. O Porto continua a concentrar a maior fatia da oferta neste segmento, representando cerca de 16% a 17% dos anúncios nos períodos analisados.

Em contrapartida, Lisboa e Setúbal perderam peso relativo em 2026, enquanto Coimbra, Braga e Castelo Branco ganharam representatividade. Os dados apontam, assim, para mudanças na distribuição territorial dos imóveis disponíveis dentro deste intervalo de preço.

Moradias ultrapassam apartamentos

A composição da oferta também se alterou quanto ao tipo de imóvel. Em 2025, os apartamentos representavam 53,6% dos anúncios até aos 208 mil euros, enquanto as moradias correspondiam a 46,4%.

Em 2026, a tendência inverteu-se: as moradias passaram a representar 55,6% da oferta, face a 44,4% dos apartamentos.

A mudança estende-se às tipologias. Embora os T3 continuem a ser a categoria mais representada, o seu peso diminuiu de 55,1% em 2025 para 48,5% em 2026.

Em sentido contrário, os T2 aumentaram a sua representatividade de 32,2% para 34%, enquanto os T1 passaram de 12,6% para 17,5%. As tipologias mais pequenas ganharam, deste modo, peso entre os imóveis disponíveis dentro deste orçamento.

"Não temos apenas menos oferta dentro deste orçamento; a oferta que permanece disponível também está a mudar", acrescenta Sylvia Bozzo, destacando o aumento do peso das moradias e das tipologias T1 e T2 face aos T3.

Menos opções para quem procura a primeira habitação

A análise do Imovirtual mostra que a redução da oferta está particularmente concentrada nos imóveis até aos 208 mil euros. Apesar de o mercado global de apartamentos e moradias à venda ter registado uma descida relativamente limitada, a proporção de anúncios abaixo deste valor caiu de forma expressiva.

Para os compradores que procuram uma primeira habitação dentro deste orçamento, o cenário traduz-se numa menor fatia do mercado disponível e numa oferta com uma composição diferente da registada há um ano, tanto ao nível do tipo de imóvel como das tipologias.

PUB
Podcast
PUB
PUB
MAP2026AYH ESAI
Arrendamento
Rendas no Porto recuam pela primeira vez desde 2021, mas preço das casas acelera para máximos históricos
8 de outubro de 2026