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quinta-feira, 2 de dezembro de 2021
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Seixal pioneiro na descarbonização da rede de gás natural Joaquim Santos - presidente (reeleito) da Câmara Municipal do Seixal - 01.jpg Joaquim Santos - presidente (reeleito) da Câmara Municipal do Seixal.jpg Seixal pioneiro na descarbonização da rede de gás natural

Seixal pioneiro na descarbonização da rede de gás natural

18 de outubro de 2021

O município do Seixal, concelho da margem sul do Tejo da Grande Lisboa, vai implementar, junto com a GGND (Galp Gás Natural Distribuição), um projecto pioneiro de injeção de hidrogénio verde na rede de gás em território português – Green Pipeline Project.

O projecto foi apresentado esta sexta-feira pela, no Seixal. O município e a GGND referiram que o Green Pipeline Project vai abranger 80 clientes residenciais, terciários e indústria, que poderão receber uma mistura de gás natural e hidrogénio já em Janeiro de 2022.

“O Município do Seixal  - refere Joaquim Santos, presidente da edilidade - acolhe e promove este projecto, sendo o primeiro município em território nacional onde a experiência da introdução do hidrogénio na rede de gás acontece. É motivo de grande satisfação que um dos parceiros deste projecto seja a Gestene, empresa produtora de hidrogénio e sediada no Seixal”. 

O autarca salienta “o importante papel que as câmaras municipais assumem na inovação dos territórios, na transição energética e na consequente redução da emissão de dióxido de carbono, que não podem estar dissociados de uma redução dos custos sócio-económicos da energia e dos combustíveis para as populações” - sublinha.

“Este projecto pioneiro é um marco importante para o sistema energético nacional, porque promove uma mudança para uma economia mais verde, tendo como base uma das redes de distribuição de gás mais modernas da Europa. Na qualidade do maior operador da rede de gás em Portugal, a GGND está profundamente empenhada em contribuir para o cumprimento das metas de descarbonização com que o país está comprometido”, comentou por sua vez Gabriel Sousa, CEO da GGND.

O projecto está a ser desenvolvido através de uma rede de parceiros das áreas da engenharia e construção, entre outros, contando ainda com contributos da academia e de instituições públicas e privadas.

O Green Pipeline Project, que recebeu financiamento do Fundo de Apoio à Inovação (FAI), foi distinguido com a avaliação de mérito excepcional, pelo seu caráter inovador e relevância nos tempos que correm.

“A atribuição de mérito excepcional ao Green Pipeline Project é o resultado de um projecto ambicioso, inovador e pioneiro no nosso país, que pretende democratizar o acesso a uma economia mais verde, fazendo desde já, chegar as moléculas de H2 a casa das pessoas, garantindo as condições de segurança e minimizando os impactos pela sua utilização nos equipamentos de queima”, explicou por sua vez Bruno Veloso, Membro da Comissão Executiva do Fundo de Apoio à Inovação.

 

Descarbonização de toda a rede de Gás Natural e das Centrais Eléctricas até 2050

O hidrogénio verde, que é um combustível 100% renovável, será produzido no Parque Industrial do Seixal, através da parceria da GGND com a empresa portuguesa Gestene.

De início, vai ser injectado 2% de hidrogénio na rede de gás natural, uma percentagem que vai ser elevada gradualmente até atingir um máximo de 20%, explica a GGND, garantindo que todo o processo será "monitorizado e acompanhado em detalhe por um grupo de especialistas".

A injecção de hidrogénio em a rede de distribuição de gás levanta um conjunto de questões técnicas a ser abordada e optimizada. Visa promover e impulsionar quer os fornecimentos quer os consumos, nos vários sectores da economia, criando as condições necessárias para uma verdadeira economia de hidrogénio em Portugal: O objectivo é garantir, a longo prazo (2050), uma descarbonização de toda a rede de Gás Natural e das Centrais Eléctricas e contribuir significativamente para a descarbonização dos sectores de transporte e indústria.

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