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domingo, 17 de outubro de 2021
Reabilitação
Três milhões de euros para requalificar o Bairro Alto e que inclui árvores

Três milhões de euros para requalificar o Bairro Alto e que inclui árvores

17 de junho de 2021

A Câmara de Lisboa estima investir três milhões de euros na requalificação do Bairro Alto, que deverá incluir árvores, redução da velocidade rodoviária, novas zonas de estadia, bem como a reorganização do estacionamento.

A proposta da autarquia lisboeta vai ser discutida na quinta-feira de manhã, em reunião privada do executivo municipal, liderado pelo socialista Fernando Medina.

O projecto elaborado pelo município – que será depois submetido a discussão pública - abrange a intervenção em 34 eixos viários numa área de 25.000 metros quadrados, dá conta o documento.

A Câmara de Lisboa pretende redefinir os pavimentos “com um desenho de claro-escuro, retomando a área tradicional do passeio junto ao edificado, enquanto na via seria reutilizado o granito”, sublinha a proposta assinada pelos vereadores João Paulo Saraiva (Finanças), Miguel Gaspar (Mobilidade) e Ricardo Veludo (Urbanismo).

Propõe-se, também, o nivelamento das áreas de passeio e das faixas de rodagem, assim como a redução da velocidade em todos os eixos de circulação e a criação de faixas de alargamento dos passeios.

A inclusão de estruturas verdes, “como a plantação de árvores de pequeno porte e/ou de trepadeiras” é outra das intenções do município para a requalificação daquele bairro icónico da cidade.

O município quer ainda criar novos espaços de estadia, reorganizar o estacionamento e introduzir infraestruturas técnicas, designadamente “sumidouros ou caixas/calhas uniformes para a rede de iluminação pública”.

Por fim, a Câmara salienta a “valorização e divulgação do património com a criação de percursos que dão a conhecer os elementos de valor patrimonial na área de intervenção”.

A proposta lembra que o Bairro Alto, localizado na freguesia da Misericórdia, começou a ser construído no final do século XV e a sua história é “indissociável dos seus vários actores”, como os jesuítas, a nobreza, a burguesia e, mais tarde, os jornalistas.

A partir da segunda metade do século XX, principalmente a partir dos anos 80, o Bairro Alto constituiu-se como um dos principais pólos de diversão noturna da capital portuguesa.

LUSA/DI

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