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terça-feira, 22 de setembro de 2020
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Promotores imobiliários querem que Portugal continue atractivo para investir

Promotores imobiliários querem que Portugal continue atractivo para investir

11 de setembro de 2020

Apesar do mercado imobiliário ter-se mostrado resiliente com a pandemia da Covid-19, e de registar algumas quebras em alguns segmentos, o panorama do sector não é tão negativo como noutras actividades. Mesmo assim, os promotores imobiliários revelam preocupação quanto à incerteza das consequências desta crise. Na Rentrée, as perspectivas ainda são de confiança no mercado.

José Cardoso Botelho, CEO da Vanguard Properties, revela que em Abril voltou a haver procura nacional e internacional que, desde então, não parou de crescer. “A procura por Portugal, especialmente Lisboa, Comporta e Algarve mantém-se elevada. Por haver pouco produto de qualidade disponível, prevemos que a recuperação continue a evoluir de forma positiva”.

Já Paulo Loureiro, CEO da Bondstone, avança que os meses de Setembro e Outubro são tradicionalmente meses com muita actividade no sector imobiliário, com lançamento de novos projectos, fecho de transacções importantes e bons indicadores de vendas. “Este ano será um pouco diferente do habitual, visto que a grande maioria dos players ainda se encontra expectante para tentar perceber a reação do mercado nos vários segmentos antes de lançar novos projectos ou fechar transacções. A evolução da pandemia nos próximos 2/ 3 meses será crucial para percebermos que mercado teremos pela frente nos próximos anos”.

Sérgio Ferreira, CEO da Coporgest, fala do mercado de Lisboa e admite que “a tendência é de baixa de preços do retalho, das unidades residenciais e dos escritórios”. Quanto aos desafios que o mercado tem pela frente, o responsável alerta que “cada operador terá de encontrar o seu caminho. A indústria do imobiliário inclui muitos segmentos e subsegmentos, e cada um terá de procurar a melhor forma de se ajustar a uma crise que será dura, longa e transversal”.

O CEO da vanguard Properties, indica ainda que os principais desafios identificados antes da pandemia mantêm-se: “Carga fiscal excessiva sobre o produto imobiliário, especialmente no caso da construção nova; demora no licenciamento; pouca oferta de terrenos; escassez de empreiteiros; e, mais recentemente, aumento da restrição na concessão de crédito”.

Paulo Loureiro prevê também uma alteração relevante nas condições de financiamento aos projectos, quer por parte de investidores internacionais (equity) quer por parte do sistema bancário português (dívida). “Um dos principais desafios que teremos pela frente será conseguir convencer os investidores internacionais a escolherem Portugal em detrimento de outros países, o que apenas será possível se formos competitivos face aos restantes destinos de investimento – nomeadamente a nível de retornos ajustados ao risco, incentivos ao investimento, segurança jurídica nos licenciamentos, estabilidade fiscal e transparência no mercado”.

Quanto ao que esperam até ao final do ano, José Cardoso Botelho admite que Portugal, continua a ser um mercado muito apelativo, com excelente qualidade de vida e preços médios muito inferiores a outros mercados europeus. “Por isso, acreditamos que as perspectivas são claramente positivas para quem, como nós, desenvolve produtos diferenciados e de elevada qualidade”.

Também Paulo Loureiro está confiante e acredita que no mercado residencial dirigido à procura local “continuaremos a observar uma velocidade de vendas interessante face ao contexto actual, e que o ajustamento nos preços será praticamente residual e, a existir, com maior incidência no mercado de casas usadas”.

Sérgio Ferreia não partilha o mesmo optimismo e alerta: “Sabemos todos que os períodos de incerteza são inimigos do consumo e do investimento. A minha sensibilidade diz-me que os próximos meses serão de grande aumento do desemprego e de agravamento do estado da economia, em especial logo que terminem os períodos das moratórias. Acresce que Portugal chegou a esta situação com o cocktail a que já estamos habituados: vivemos sujeitos a um regime de esclavagismo fiscal que é a escravatura contemporânea”.

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