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Portugal sobe um lugar e é 36.º no Ranking de Competitividade Mundial do IMD

Portugal sobe um lugar e é 36.º no Ranking de Competitividade Mundial do IMD

17 de junho de 2021

A Suíça lidera o Ranking de Competitividade Mundial do Institute for Management Development (IMD. Suécia, Dinamarca, Países Baixos e Singapura completam o top 5 e Portugal ocupa o 36.º lugar num ano marcado pela pandemia.

O estudo classifica 64 economias de vários pontos do globo e avalia em que medida cada uma delas promove a prosperidade da população. 

Segundo os especialistas do World Competitiveness Center do IMD, os países com melhor desempenho caracterizam-se por investirem na inovação, por diversificarem as actividades económicas e por apoiarem políticas públicas. O trabalho realizado nestas áreas antes da pandemia permitiu-lhes lidar de maneira mais eficiente com as implicações económicas da crise.

Nesta 33.ª edição do ranking, Portugal surge no 36.º lugar.  Em contraste com a vizinha Espanha, que caiu do 36.º para o 39.º lugar, Portugal subiu uma posição face ao ano passado. Apesar da sua descida nas classificações referentes ao desempenho económico (da 41.ª para a 43.ª posição) e à eficiência governativa (da 34.ª para a 38.ª posição), o país saltou de 41.º para 38.º em matéria de eficiência empresarial e conservou o seu 27.º posto na área da infraestrutura.

No que toca aos subcritérios ligados a estes quatro indicadores-chave, Portugal obteve melhores resultados ao nível do enquadramento social (20.ª posição), da saúde e do ambiente (23.ª posição), da legislação empresarial (27.ª posição) e da educação (29.ª posição). Os pontos fracos do país continuam a ser as finanças públicas (54.ª posição), a política fiscal (53.ª posição), as práticas de gestão (51.ª posição) e a economia doméstica (49.ª posição).

Os resultados do ranking baseiam-se numa combinação de dados estatísticos fornecidos por organismos nacionais e inquéritos a executivos que operam em cada país. Em Portugal, os executivos destacam factores de atractividade como a mão-de-obra qualificada, a competitividade dos custos, a fiabilidade da infraestrutura e atitudes abertas e positivas.

De acordo com o estudo, Portugal enfrenta uma mão-cheia de desafios em 2021. Além de garantir um crescimento do PIB acima da média europeia e adotar uma política fiscal e regulatória favorável às empresas e ao investimento, o país deverá desenvolver uma estratégia para a transformação digital e reformar os setores da justiça, da saúde, da educação e da segurança social. O estudo sublinha também a urgência de um acordo interpartidário com vista a uma estratégia nacional para lidar com os problemas demográficos do país, como o envelhecimento da população, a baixa taxa de natalidade e as migrações.

Europa mostra pujança

No mesmo ranking, a Suíça aparece classificada como a economia mais competitiva do mundo, subindo duas posições face ao ano passado. O país melhorou amplamente o seu desempenho económico, em particular ao nível do investimento internacional e do emprego. Os helvéticos também se destacaram pela sua eficiência governativa, ascendendo ao topo do ranking em matéria de finanças públicas e enquadramento institucional.

Os bons resultados da Suíça estendem-se a várias componentes ligadas à eficiência empresarial: produtividade e eficiência, mercado de trabalho, práticas de gestão, atitudes e valores dos gestores. Além disso, o país lidera os rankings de infraestrutura e educação, ocupando o 3º posto no de saúde e ambiente.

A Suécia, que subiu do 6.º para o 2.º lugar, também sobressai em matéria de desempenho económico, mais especificamente nas áreas da economia doméstica e do emprego. Registaram-se grandes progressos em matéria de eficiência governativa, com avanços ao nível das finanças públicas. Em matéria de eficiência empresarial, a Suécia melhorou ligeiramente nos subcritérios "produtividade e eficiência" e "práticas de gestão", mas apresentou grandes avanços ao nível do mercado de trabalho. O país permanece no topo do ranking de saúde e ambiente, além de conseguir um bom desempenho na educação.

Apesar dos seus sólidos resultados nos factores "comércio externo", "desempenho económico global" e "eficiência empresarial" (1.º lugar no ranking), a Dinamarca desceu do 2.º para o 3.º lugar. Na origem desta descida esteve um desempenho relativamente fraco em matéria de eficiência governamental (principalmente nas áreas da política fiscal e, em menor grau, das finanças públicas). A isto juntou-se um desempenho menos conseguido em matéria de infraestrutura, com ligeiras quedas em todas as componentes com exceção da infraestrutura básica.

No top 10 do ranking figura também a Noruega, que ocupa o 6.º lugar. Três outros países europeus galgaram três lugares: a Itália (do 44.º para o 41.º), a Grécia (do 49.º para o 46.º) e a França (do 32.º para o 29.º). A Europa de Leste manteve-se estável, ocupando os países desta região, em média, o 43.º lugar no ranking.

Apesar das flutuações económicas e das potenciais recessões previstas para a Europa, o ranking mostra que estas economias europeias têm os pilares certos para gerar prosperidade ao longo da próxima década, explicam os especialistas do World Competitiveness Center. Entre esses pilares contam-se, de acordo com os especialistas, a qualidade da educação e a fiabilidade dos setores privado e público.

 O facto de o Reino Unido ter subido de 19.º para 18.º é parcialmente atribuído à proximidade do país com a Europa num tempo de mobilidade limitada - e apesar do Brexit.

Perspectiva global

Graças aos seus progressos na redução da pobreza e no desenvolvimento da infraestrutura e da educação, a China subiu do 20.º para o 16.º lugar, dando continuidade à trajetória ascendente que tem vindo a percorrer ao longo da última década.

Singapura (5.º lugar), mesmo sendo o país asiático com melhor desempenho, não conseguiu manter a posição cimeira que ocupava nos rankings do ano passado e de 2019. De acordo com os analistas do World Competitiveness Center, o país teve problemas com a perda de empregos, a falta de produtividade e o impacto económico da pandemia.

Do ponto de vista regional, o Leste Asiático, a Ásia Central, a Europa Ocidental e a Europa de Leste subiram no ranking de competitividade deste ano. Pelo contrário, América do Norte, América do Sul e Sudoeste Asiático e África desceram.

O Leste Asiático manteve-se no topo da classificação. As economias desta sub-região ocupam em média o 17.º lugar no ranking de competitividade, uma posição acima da do ano passado. Isto significa que se inverteu a ligeira tendência descendente que se iniciara em 2018.

A Europa Ocidental dá continuidade à tendência positiva iniciada em 2019 e estreita o fosso que a separa do Leste Asiático em matéria de competitividade. Ao longo do último ano, os países desta sub-região melhoraram de maneira consistente o seu desempenho competitivo, ocupando em média a 19.ª posição.

 Enquanto região, a América do Norte (Estados Unidos, Canadá e México) continua em queda. Entre 2016 e 2021, os países desta sub-região caíram em média da 21.ª posição para a 26.ª posição do ranking de competitividade.

Os países do Sul da Ásia e do Pacífico sofreram uma pequena queda entre 2020 e 2021, da 28.ª para a 29.ª posição média.

No Sudoeste Asiático e em África, a perda de competitividade reflete-se numa queda da 34.ª para a 38.ª posição média.

Por sua vez, as economias da Ásia Central recuperaram alguma competitividade, ocupando em média a 46.ª posição.

A América do Sul, que tinha apresentado melhorias em 2019 e 2020, voltou agora a descer. Ao longo do último ano, os países desta sub-região perderam competitividade, pelo que cairam da 54.ª para a 57.ª posição (em média).

O Sudeste Asiático e África tiveram ligeiras quedas este ano. Só um país (a Jordânia, em 49.º lugar) apresentou melhorias. O Botsuana entrou no ranking este ano, ocupando a 61.ª posição.

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