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domingo, 29 de novembro de 2020
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Lisboa fora do Top 10 dos destinos de investimento em imobiliário na Europa para 2021

Lisboa fora do Top 10 dos destinos de investimento em imobiliário na Europa para 2021

6 de novembro de 2020

Depois de ter sido o melhor destino de investimento em imobiliário na Europa em 2019 e de ter descido em 2020 para a 10ª posição, em 2021 está fora da lista do Top 10 do Emerging Trends in Real Estate®: Europe 2021, realizado pela PwC and the Urban Land Institute.

O mais conceituado ranking de investimento em imobiliário, acaba de divulgar as suas projecções para o próximo ano, reportando as previsíveis consequências da actual situação que se vive da pandemia da Covid-19.

Neste relatório, que já vai na 18ª edição, a cidade mais atractiva para investimento será Berlim, seguida de Londres e no terceiro lugar Paris. Frankfurt, Amesterdão, Hamburgo, Munique, Madrid, Milão e Viena são as cidades europeias que figuram no Top 10 desta edição.

Lisboa foi no entanto, considerada uma cidade com potencial médio de investimento para 2021. 

No estudo realizado pela PwC e a ULI, o sector imobiliário é ainda visto como uma das poucas classes de activos de investimento a gerar retornos aceitáveis numa altura de baixas taxas de juro ou mesmo negativas. Contudo, a pandemia forçou milhões a trabalhar a partir de casa, encerrou lojas de retalho e acelerou mudanças estruturais com impacto em três sectores principais do mundo imobiliário - escritório, retalho e hospitalidade. Um ano que coloca desafios imediatos à segurança dos rendimentos provenientes destes sectores.

Incerteza mudou as prioridades no sector

O relatório indica ainda que a incerteza mudou as prioridades no sector, quem beneficiou do mercado este ano, têm sido os activos que operam em áreas que não foram muito afectadas. A logística e a habitação são beneficiários particulares, com centros de dados, edifícios de ciências da vida, infra-estruturas energéticas e propriedade industrial ou armazéns a beneficiar de uma procura relativamente estável.

Também é referida a tendência de os mercados se voltarem para os negócios locais, enquanto existirem as restrições nas viagens internacionais. "Amplificando este enfoque doméstico, está a clara expectativa de que assistiremos a uma recuperação liderada por negócios com amplas oportunidades emergentes ao longo de 2021 dentro dos mercados domésticos, sem talvez ter de se aventurar no estrangeiro".

O inquérito destaca um enfoque crescente nas preocupações ambientais, sociais e de governação, incluindo estratégias de implementação das medidas de zero-energy building (edifício de energia zero) diversidade e inclusão. "Estes tópicos são destacados como parte de uma reavaliação contínua do local dos bens imóveis na sociedade e de como estes têm impacto na própria estrutura de vivência das pessoas, como trabalham, consomem e passam os tempos livres. "A pandemia reforçou a importância na mente de muitos líderes da indústria, da necessidade de considerar como o sector pode reduzir as suas emissões de carbono, e a importância da agenda do ESG em geral".

Uma observação positiva do inquérito deste ano, é que continua a existir capital. Ao contrário da crise financeira global de 2008, após a qual o capital recuou drasticamente, desta vez a maioria dos gestores de investimento relata a existência de capital reprimido, frequentemente angariado antes da pandemia, que ainda precisa de ser investido.

O inquérito mostra também um declínio acentuado na confiança empresarial para 2021, com quase metade dos inquiridos a esperar uma queda nos lucros.

Outra preocupação dos investidores é a resposta do governo. Os governos de todo o mundo introduziram medidas de mitigação, tais como diferimentos fiscais e de insolvência, para evitar os piores efeitos da pandemia e, em alguns casos, até instigar diferimentos ou moratórias na cobrança de rendas. E, no Reino Unido (UK), embora o governo se tenha comprometido a "construir, construir, construir", os pormenores do programa estão ainda por publicar.

A força da economia alemã

A relativa saúde da economia da Alemanha - combinada com baixas desocupações de escritórios, residências, e propriedades logísticas nos seus principais mercados - aumentou a confiança dos investidores em que os rendimentos serão resistentes face à crise.

Berlim subiu para ocupar o primeiro lugar no índice "Overall real estate prospects", particularmente devido à estabilidade do seu mercado de escritórios e ao potencial ascendente das rendas. Os outros três principais mercados da Alemanha - Frankfurt, Hamburgo e Munique - continuam firmemente cimentados no top 10.

Os inquiridos consideraram ainda que os acontecimentos de 2020 são susceptíveis de baixar o valor das megacidades, com o contágio a aumentar as despesas, a complicação e a aglomeração da vida nas grandes cidades, que podem ser prejudiciais à procura.

Apesar das preocupações a curto prazo, os investidores estão claramente optimistas quanto às oportunidades de investimento em Londres e Paris para o ano que se avizinha. Estas capitais são elogiadas pela relativa liquidez que oferecem aos investidores e pelas suas perspectivas globais em 2021.

De recordar que no Emerging Trends in Real Estate®: Europe 2020, Paris liderou a lista, seguida por Berlim e Frankfurt.

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