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95% dos CEOs optimistas para 2026 e fortes reduções de custos com IA e trabalho flexível

 

95% dos CEOs optimistas para 2026 e fortes reduções de custos com IA e trabalho flexível

2 de janeiro de 2026

Perante um contexto ainda desafiante, a totalidade dos CEOs reforça a importância do controlo de custos, ao mesmo tempo que os CFOs já estão a implementar cortes orçamentais na ordem dos 10% em média, refere estudo da IWG.

A International Workplace Group (IWG), empresa com soluções de trabalho híbrido e flexível detentora das marcas marcas como Spaces e Regus, acaba de divulgar o relatório State of the C-Suite 2026, que revela um forte optimismo por parte dos executivos sobre o próximo ano, sendo que 95% dos CEOs antecipam um 2026 mais positivo e 84% esperam uma melhoria das condições económicas globais - de acordo com o International Workplace Group’s 2026 State of the C-Suite report (Outubro 2025).

O estudo indica que para alcançar estas poupanças e aumentar a eficiência, as empresas estão a apostar, sobretudo, na inteligência artificial (IA) e em modelos de trabalho flexível - duas estratégias que permitem reduzir custos operacionais e imobiliários e, simultaneamente, libertar recursos para reinvestimento em áreas estratégicas.

Segundo o relatório, a IA pode gerar reduções de 20% a 40% nos custos operacionais, enquanto o trabalho flexível pode diminuir em 55% os custos imobiliários das organizações. A produtividade será também uma prioridade central: 82% dos executivos planeiam aumentar o investimento em IA/automação e outros 82% vão direcionar investimento adicional para iniciativas de produtividade.

No que diz respeito à IA como aliada à produtividade, estudos anteriores da IWG revelam que 78% dos trabalhadores dizem que a IA poupa tempo, com uma média de 55 minutos por dia, praticamente o equivalente a um dia inteiro adicional de produtividade por semana (International Workplace Group Research among 2,016 office workers in the US and UK in June 2025 by Mortar Research. Mortar is Market Research Society - MRS accredited and the research adhered to MRS guidelines).

“Já não existe uma escolha binária entre trabalhar a partir de casa ou trabalhar a partir do escritório”, afirma Mark Dixon, fundador e CEO do International Workplace Group. “Ao reduzir deslocações diárias caras para escritórios distantes e ao permitir que as pessoas trabalhem mais perto de onde vivem e querem estar, os líderes podem cortar custos, maximizar a produtividade, aumentar a satisfação e retenção de talento, e melhorar o retorno do investimento. E, embora os benefícios empresariais sejam claros, investigação adicional conduzida pela IWG mostra que os colaboradores podem também poupar até 30.000 dólares (25.800 euros) por ano ao trabalhar mais perto de casa, em espaços de trabalho profissionais e de elevada qualidade situados no coração das suas comunidades locais”.

Empresas de todas as dimensões estão a permitir que os seus colaboradores trabalhem em múltiplas localizações, dividindo o tempo entre espaços de trabalho locais, o escritório central e a casa. Esta mudança reflete não apenas uma alteração no modo de trabalhar, mas também uma redistribuição mais ampla do local onde o valor económico é criado. Os avanços tecnológicos reduziram a necessidade de estar preso a uma sede única, diminuindo a relevância de deslocações longas e dispendiosas.

O relatório confirma que a tendência para o trabalho distribuído continuará a acelerar em 2026: 83% dos CEOs já permitem que as suas equipas trabalhem em múltiplas localizações - espaços de trabalho locais, escritório central e casa. As principais motivações incluem redução do tempo de deslocação (43%), acesso a talento mais diversificado (37%), preferência e bem-estar dos colaboradores (37%), ganhos de produtividade (37%) e menor custo com imobiliário (37%). No próximo ano, 56% dos CEOs planeiam contratos de arrendamento mais curtos ou a adesão a redes de coworking e espaços flexíveis (54%).

“A produtividade e o desempenho resultam de uma boa gestão de pessoas”, afirma Mark Dixon. “À medida que os líderes navegam entre IA, poupança de custos e retenção, tendo em conta o elevado custo associado à perda de talento, os benefícios do trabalho flexível permitem reforçar os seus negócios e prepará-los para o crescimento.”

As conclusões do relatório State of the C-Suite 2026 estão alinhadas com o rápido crescimento da rede global da IWG. Até Dezembro deste ano, a IWG conta com 23 centros em Portugal, dos quais cerca de 39% estão localizados fora das principais áreas metropolitanas. A rede global da IWG inclui agora mais de um milhão de salas em 121 países; a empresa abriu 624 localizações em 2024 e, só na primeira metade de 2025, assinou e abriu mais novos espaços do que em toda a primeira década da sua actividade.