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Venda da TAP à Lufthansa deixa Air France-KLM desapontada
O Governo selecionou a Lufthansa para a privatização parcial da companhia aérea portuguesa, com uma proposta de 1.201 milhões de euros por até 49,9% do capital. A Air France-KLM lamenta não ter sido escolhida, mas garante que continuará a avaliar oportunidades para aumentar a sua presença em Portugal e na América do Sul.
A venda de até 49,9% do capital da TAP à Lufthansa, no âmbito do processo de privatização parcial da companhia aérea portuguesa, deixou a Air France-KLM desapontada por não ter sido selecionada pelo Governo. Ainda assim, o grupo franco-neerlandês garante que continuará a procurar oportunidades para reforçar a sua presença no mercado português.
"A Air France-KLM tomou nota da decisão do Governo português relativamente ao processo de privatização da TAP. Embora o Grupo esteja naturalmente desapontado por não ter sido selecionado, aprecia o diálogo construtivo mantido ao longo do processo", afirmou o grupo, numa reação oficial à decisão.
A Air France-KLM acrescentou que continuará a ligar Portugal ao mundo através dos seus hubs e bases e que avaliará "todas as opções para aumentar a sua presença no país, bem como na região da América do Sul".
Lufthansa apresenta proposta de 1.201 milhões de euros
O Governo português selecionou a Lufthansa para avançar com a privatização parcial da TAP, com uma proposta de 1.201 milhões de euros para uma participação de até 49,9% no capital da companhia aérea.
O Executivo prevê concluir a operação até ao início de 2028. Após a decisão, a Lufthansa congratulou-se com a escolha, considerando que abre caminho à continuação de uma "trajetória de sucesso".
Governo admite privatização total até 2028
O primeiro-ministro admitiu também a possibilidade de a privatização da TAP vir a ser total até 2028. O objetivo, segundo explicou, passa por trocar uma parte do capital da companhia aérea portuguesa por uma participação social na Lufthansa, procurando recuperar o valor total investido pelos contribuintes portugueses.
A decisão de avançar com a Lufthansa deixa a Air France-KLM de fora desta fase do processo, mas não afasta a intenção do grupo de continuar a desenvolver a sua atividade em Portugal, nomeadamente através das ligações internacionais e das oportunidades de crescimento na região da América do Sul.















