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Turismo abranda no início de 2026: dormidas crescem 1,3% mas receitas sobem 5,5%

 

Turismo abranda no início de 2026: dormidas crescem 1,3% mas receitas sobem 5,5%

15 de maio de 2026

O sector do alojamento turístico em Portugal registou 5,8 milhões de hóspedes e 13,6 milhões de dormidas no primeiro trimestre de 2026, crescimentos homólogos de 1,5% e 1,3% — ritmo inferior ao registado no quarto trimestre de 2025, quando as variações foram de 2,9% e 1,9%, respectivamente. O INE ressalva que os resultados podem ter sido influenciados pela Páscoa tardia, cujo efeito de calendário tende a redistribuir dormidas entre trimestres.

Apesar do abrandamento no volume, as receitas cresceram de forma mais expressiva. Os proveitos totais atingiram 1,0 mil milhões de euros (+5,5%) e os de aposento somaram 734,5 milhões de euros (+5,1%), o que sugere uma subida do valor médio por estada.

Os mercados externos mantiveram-se dominantes, representando 68% do total das dormidas — 9,2 milhões, mais 1,4% do que no mesmo período de 2025. As dormidas de residentes cresceram 1,2%, para 4,3 milhões. A dependência do turismo externo é máxima na Madeira (85,9% das dormidas), seguida do Algarve (80,9%) e da Grande Lisboa (78,6%). O Centro (23,5%) e o Alentejo (32,1%) são as regiões com menor exposição aos mercados externos.

Em termos de distribuição geográfica, a Grande Lisboa concentrou 28,6% do total das dormidas e 33,1% das dormidas de não residentes. O Norte ficou em segundo lugar no total (18,9%) e liderou nas dormidas de residentes (24,6%). O Algarve representou 18,5% do total.

No plano laboral, a remuneração bruta mensal por trabalhador no alojamento turístico foi de 1.351 euros no primeiro trimestre, um crescimento de 5,0% face ao período homólogo — igual ao ritmo de subida salarial registado no conjunto da economia, mas ainda 259 euros abaixo da média nacional.