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Santa Casa volta a leiloar imóveis no âmbito do plano de reestruturação

Foto de João Carvalho, em Wikipedia

Santa Casa volta a leiloar imóveis no âmbito do plano de reestruturação

2 de outubro de 2025

A Santa Casa da Misericórdia de Lisboa (SCML) vai levar a leilão um conjunto de nove imóveis, com valor base global de 3,09 milhões de euros. A hasta pública está marcada para 19 de Novembro, às 10h, na Sala de Extracções, no Largo da Trindade Coelho, em Lisboa.

Os imóveis levados a hasta pública — maioritariamente localizados no concelho de Lisboa, mas também em Sintra e Odivelas — incluem moradias e prédios destinados a habitação, alguns com espaços comerciais, todos a necessitar de profundas obras de reabilitação. Os preços base variam entre 100,5 mil euros e 584,2 mil euros, sendo este último referente a um prédio na Rua Cruz de Santa Apolónia, o único com lanços mínimos de 5 mil euros (nos restantes, o valor é de 2 mil euros).

As visitas decorrem entre 13 e 23 de Outubro. O prazo para pedidos de esclarecimento termina a 31 de Outubro e a entrega de candidaturas está aberta até 18 de Novembro, véspera do leilão.


O imóvel situado na Rua Cruz de Santa Apolónia, em Lisboa tem o maior valor base de alienação 584.241 €


Rentabilizar património, reforçar apostas sociais

A SCML enquadra esta operação no seu plano de reestruturação, que prevê a alienação de activos imobiliários e participações societárias não estratégicas, com o objectivo de rentabilizar património e reforçar as respostas sociais e de saúde. O processo, garante a instituição, será conduzido “com critérios de isenção, rigor e idoneidade, ao abrigo de hasta pública devidamente regulamentada”.

Este será o quarto leilão lançado pela Santa Casa desde Dezembro de 2024. O primeiro, no final desse ano, rendeu 700 mil euros; o de Janeiro de 2025 permitiu arrecadar 12,9 milhões de euros com a venda de dois imóveis; já o de Março foi considerado um fiasco, com apenas uma moradia vendida por 59 mil euros face a uma base global de 18,5 milhões.

No início do ano, o provedor Paulo Sousa revelou que a instituição previa alienar cerca de 80 milhões de euros em património no âmbito da reestruturação em curso.

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