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Preços do imobiliário comercial subiram mais de 10% em 2025
O mercado imobiliário português voltou a demonstrar forte dinamismo em 2025, tanto no segmento habitacional como no comercial. Os dados divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística - INE revelam uma aceleração significativa dos preços das propriedades comerciais e um aumento expressivo das transacções de habitação realizadas por empresas e outros setores institucionais.
Segundo o Índice de Preços das Propriedades Comerciais (IPPCom), os preços dos activos comerciais continuaram a subir ao longo de 2025, reflectindo a crescente procura por espaços de retalho, escritórios e outros imóveis destinados à actividade económica.
Ao mesmo tempo, o mercado residencial manteve-se particularmente activo. Em 2025 foram transaccionados 169.812 alojamentos em Portugal, dos quais 21.180 corresponderam a aquisições realizadas por “Restantes Sectores Institucionais” — categoria que inclui sobretudo empresas, sociedades financeiras, administrações públicas e investidores estrangeiros.
Apesar de estas compras representarem apenas 12,5% do total das transacções — o valor mais baixo desde 2019 — o montante financeiro envolvido continuou a aumentar. As aquisições realizadas por entidades que não famílias totalizaram 5,4 mil milhões de euros, mais 6,4% do que em 2024.
Já as famílias mantiveram o protagonismo do mercado habitacional, com 148.632 transacções realizadas ao longo do ano, reflectindo um crescimento de 10,5% face ao período anterior. Em valor, as compras efectuadas pelas famílias atingiram 35,7 mil milhões de euros, traduzindo uma subida homóloga de 24,4%.
Preços aceleram desde meados de 2024
O relatório do INE destaca ainda uma clara aceleração dos preços da habitação desde meados de 2024, tendência que se prolongou durante todo o ano passado. No caso das aquisições feitas pelas famílias, a variação homóloga dos preços situou-se entre 16,3% no primeiro trimestre de 2025 e 18,9% no último trimestre do ano.
Entre os restantes sectores institucionais, a evolução também foi significativa. Após uma subida de 5,0% no primeiro trimestre, os preços das habitações adquiridas por empresas e investidores aceleraram para 17,9% no segundo trimestre, terminando o ano com crescimentos homólogos próximos dos 18%.
Investimento mantém-se resiliente
Os números agora conhecidos confirmam a resiliência do mercado imobiliário nacional, mesmo num contexto marcado por taxas de juro elevadas e desafios de acessibilidade à habitação.
No segmento comercial, a valorização dos activos continua a reflectir o interesse dos investidores por imóveis bem localizados e com potencial de rendimento estável, sobretudo em zonas urbanas consolidadas. Já no residencial, o crescimento das compras por empresas e investidores institucionais demonstra que Portugal continua a ser visto como um mercado atrativo para aplicação de capital imobiliário.
O INE sublinha ainda que o cálculo do IPPCom é realizado através de modelos hedónicos que têm em conta factores como localização, área e características dos imóveis, permitindo medir a evolução real dos preços ajustada à qualidade dos activos transaccionados.















