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Portugueses aceitam modelo híbrido, mas exigem melhores escritórios

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Portugueses aceitam modelo híbrido, mas exigem melhores escritórios

30 de março de 2026

A maioria dos trabalhadores portugueses aceita o modelo de trabalho híbrido (casa-escritório), mas considera que a experiência no escritório precisa de melhorar. Segundo um estudo da JLL, um em cada dois inquiridos acredita que as condições actuais podem ser mais adequadas às suas necessidades

A JLL divulgou as principais conclusões do “Workforce Preference Barometer 2026”, que mostram que o sucesso de trabalho híbrido em Portugal já não depende tanto das políticas de presença, mas sim da qualidade da experiência proporcionada pelos espaços de trabalho. A deslocação ao escritório deixou de ser encarada como uma obrigação e passou a exigir uma proposta de valor clara, assente em bem‑estar, conveniência e diferenciação do ambiente físico.

De acordo com este estudo, numa realidade alinhada com a Europa, 65% dos trabalhadores portugueses estão abrangidos por políticas estruturadas de presença, sendo que a maioria destes (mais de 40%) trabalham já cinco dias por semana no escritório. A aceitação destas políticas é relativamente elevada, com 65% dos inquiridos a expressarem um sentimento positivo, mas esta aceitação está cada vez mais condicionada pela qualidade da experiência no local de trabalho, onde os factores imobiliários especialmente relacionados com a localização e valências da zona envolvente assumem crescente importância. Assim, metade dos inquiridos em Portugal – um em cada dois - acredita que a sua experiência no escritório poderia melhorar, apontando como aspectos menos satisfatórios no âmbito da localização do seu escritório, a qualidade ambiental da zona envolvente, a identidade do bairro em que se insere, bem como as valências e serviços que este oferece. Tal como no resto da Europa, a segurança da zona e a sua boa conectividade em termos de mobilidade continuam a ser os aspectos mais valorizados.



Os trabalhadoresportugueses reconhecem aspectos positivos no regresso ao escritório e apresentam níveis globais de satisfação superiores à média europeia. Entre os principais motivos encontram-se a colaboração com os colegas, o apoio ao trabalho de concentração e, de forma particularmente expressiva em Portugal, a socialização, o prazer de estar no espaço e a ligação à cultura da empresa.


Benefícios e prioridades

Mobilidade e bem-estar são os principais factores valorizados pelos trabalhadores, com destaque para o transporte subsidiado e serviços ligados à saúde e alimentação. O equilíbrio entre vida pessoal e profissional é determinante para 71% dos inquiridos, superando a remuneração. Apesar da adesão ao trabalho híbrido, persistem níveis de insatisfação, sobretudo pela falta de flexibilidade e imposição de dias fixos no escritório. O risco de ‘burnout’ surge como factor relevante na intenção de saída, enquanto a qualidade dos escritórios ganha peso crescente na atracção e retenção de talento.