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domingo, 17 de outubro de 2021
Opinião
O dia em que dizemos basta

O dia em que dizemos basta

13 de setembro de 2021

Todos sabemos que o imobiliário é abrangente para ter pessoas que fazem isto por opção e escolha consciente. E é da mesma forma abrangente para acolher todos aqueles que acabaram por vir cá parar por acaso, necessidade ou qualquer outro motivo. Como se costuma dizer, ninguém acorda um dia e pensa seguir uma carreira no imobiliário.

Uma vez aqui chegados, e durante o tempo que aqui estão, os consultores vivem várias experiências, trabalham com várias agências, especializam-se num determinado segmento e mercado. E conhecem pessoas extraordinárias, que são muito mais do que colegas: alguns tornam-se parceiros e amigos, numa cumplicidade atingida através de anos de trabalho comum. Mas, há sempre aquele pensamento que está subjacente a esta actividade, e que se prende com o dia da nossa saída.

Não tenho respostas finais ou uma tendência para partilhar aqui. Lancei este repto há uns tempos atrás e tive respostas variadas: há os que dizem que pensam nisso todos os dias quando acordam (ou quando se deitam). Há os que têm um número (ou uma data) na cabeça e quando lá chegarem saem e vão fazer outra coisa. Há os que atingem o número (ou a data) que tinham na cabeça e redefinem tudo novamente. Há os que dizem basta quando o stress lhes deu cabo das relações humanas. E há os que arranjam outras oportunidades fora do sector e abandonam a incerteza de um ordenado irregular pela certeza de um rendimento fixo.

Das respostas mais surpreendentes, confesso-vos que a que recebi foi a de uma consultora que não colocou a questão no dinheiro, no stress, ou no que quer que seja. Quando lhe perguntei quando e como seria o seu exit, disse-me: “quando o meu coração já não estiver nisto”.

Se este é um argumento que devemos usar noutras facetas da nossa vida, por maioria de razão este também se aplica no mercado profissional. E, por maioria de uma razão maior (passe a redundância), aplica-se ainda mais no imobiliário, onde não existe a garantia de uma remuneração fixa e onde o fruto do nosso trabalho (e o consequente “salário”) se deve ao nosso empenho.

E, se o nosso coração não está nisto, então é verdade: mais vale a pena mudar de vida e tentar outro rumo e outra oportunidade.

Há momentos na nossa vida imobiliária em que as razões para nos fazerem levantar da cama todos os dias alegres e bem-dispostos surgem na mesma proporção dos dias em que temos uma nuvem negra sobre nós e que nos apetece desistir e partir para outra. Por isso, estar aqui com o coração é a melhor resposta que podemos dar à frase que dá título a este texto.

Francisco Mota Ferreira

Consultor imobiliário

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