
Cartoon IA ilustrativo da violência policial na Praça D. João I, Porto
Movimento Casa para Viver condena intervenção policial em protesto no Porto
O movimento Casa para Viver condenou a intervenção policial realizada esta madrugada na Praça D. João I, no Porto, durante um protesto pelo direito à habitação, denunciando dezenas de feridos e acusando as autoridades de repressão.
Segundo os organizadores da acampada, a polícia interveio às 02h56 para retirar as tendas reinstaladas pelos manifestantes, provocando 37 feridos, dois dos quais alegadamente em estado grave. O movimento Casa para Viver refere, por sua vez, 35 feridos. Estes números não foram confirmados pelas autoridades.
A Polícia Municipal já tinha retirado cerca de 50 tendas na segunda-feira, por ocupação indevida do espaço público, segundo a Câmara do Porto. Na quarta-feira, o presidente da autarquia, Pedro Duarte, afirmou que seria «absolutamente implacável» perante novas tentativas de instalar tendas na praça.
O Casa para Viver considera que a intervenção policial contrasta com a ausência de respostas à crise habitacional e afirma que «bastonadas não constroem casas».
Em solidariedade com os manifestantes do Porto, o movimento convocou uma Assembleia Popular da Habitação para domingo, às 15h00, no Largo de São Domingos, em Lisboa, como preparação das manifestações nacionais previstas para 14 de novembro.















