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Movimento Casa para Viver condena intervenção policial em protesto no Porto

Cartoon IA ilustrativo da violência policial na Praça D. João I, Porto

Movimento Casa para Viver condena intervenção policial em protesto no Porto

15 de outubro de 2026

O movimento Casa para Viver condenou a intervenção policial realizada esta madrugada na Praça D. João I, no Porto, durante um protesto pelo direito à habitação, denunciando dezenas de feridos e acusando as autoridades de repressão.

Segundo os organizadores da acampada, a polícia interveio às 02h56 para retirar as tendas reinstaladas pelos manifestantes, provocando 37 feridos, dois dos quais alegadamente em estado grave. O movimento Casa para Viver refere, por sua vez, 35 feridos. Estes números não foram confirmados pelas autoridades.

A Polícia Municipal já tinha retirado cerca de 50 tendas na segunda-feira, por ocupação indevida do espaço público, segundo a Câmara do Porto. Na quarta-feira, o presidente da autarquia, Pedro Duarte, afirmou que seria «absolutamente implacável» perante novas tentativas de instalar tendas na praça.

O Casa para Viver considera que a intervenção policial contrasta com a ausência de respostas à crise habitacional e afirma que «bastonadas não constroem casas».

Em solidariedade com os manifestantes do Porto, o movimento convocou uma Assembleia Popular da Habitação para domingo, às 15h00, no Largo de São Domingos, em Lisboa, como preparação das manifestações nacionais previstas para 14 de novembro.