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Mercado de habitação em Portugal Continental recupera com vendas a subir 7% no 2.º trimestre

21 de julho de 2026

O mercado de habitação em Portugal Continental recuperou no 2.º trimestre de 2026, com a venda de 39.210 fogos, um aumento de 7,0% face aos 36.650 transaccionados no trimestre anterior.

Esta subida inverte a queda de 12,1% registada no 1.º trimestre, que comparou com cerca de 41.000 casas vendidas por trimestre no final de 2025, segundo dados da Confidencial Imobiliário.

A tendência de recuperação é geral e abrange todas as regiões. Na Área Metropolitana de Lisboa, as vendas subiram 7,0%, totalizando 11.790 transacções e revertendo a quebra de 8,4% do trimestre anterior. Na Área Metropolitana do Porto, registaram-se 6.500 transacções, mais 7,9% comparativamente ao trimestre anterior, que tinha sofrido uma descida de 10,3%.

No Algarve, as vendas aumentaram 6,3% para 2.875 fogos comercializados, uma recuperação significativa depois da contracção de 16,6% observada no 1.º trimestre.

Ricardo Guimarães, director da Confidencial Imobiliário, explicou que "a recuperação acompanha o sentimento captado pelo mais recente inquérito aos operadores de mercados – o Portuguese Housing Market Survey –, que já apontava um ponto de viragem no mercado após um período de enfraquecimento da actividade. No 2.º trimestre as taxas Euribor estancaram a trajectória de subida e o conflito no Golfo Pérsico passou por uma fase de acalmia, levando o mercado a reforçar os índices de confiança, levando à recuperação dos indicadores de procura".

Os preços de venda da habitação mantêm a trajectória de forte crescimento, com uma ligeira aceleração no ritmo de subida. O Índice de Preços Residenciais da Confidencial Imobiliário revelou uma variação trimestral de 3,5% no 2.º trimestre, superior em 0,3 pontos percentuais ao indicador do 1.º trimestre (3,2%).

Apesar de continuarem em níveis elevados, as valorizações apresentaram uma tendência de moderação no início do ano, reflectida na taxa de variação homóloga que, em junho, se fixou em 18,6%, abaixo dos 21% observados anteriormente.

Conforme o Sistema de Informação Residencial (SIR), o preço médio de venda situou-se em 325.342 euros por fogo, com o tempo médio de venda a ser de cinco meses.