
Foto de Titiwoot Weerawong em vecteezy
Mais de 40 mil casas ficaram por construir em dois anos
Mais de 40 mil habitações ficaram por construir em Portugal entre 2024 e 2025, apesar de já estarem projectadas, devido à diferença entre os fogos previstos e os efectivamente licenciados. A informação é avançada hoje pelo jornal Expresso com base em dados da Confidencial Imobiliário.
De acordo com os números divulgados, foram projectados cerca de 114 mil fogos nestes dois anos, mas apenas 72,7 mil obtiveram licenciamento, deixando 41,2 mil habitações em suspenso, o equivalente a mais de 36% do total. O número mais do que duplicou face ao período de 2022 e 2023, quando ficaram por avançar cerca de 18,3 mil fogos.
Segundo a análise citada pelo Expresso, o fosso é ainda mais evidente na Área Metropolitana de Lisboa, onde 41% dos projectos ficaram suspensos, correspondendo a 10,6 mil habitações de um total de 25,5 mil projetadas. Já na Área Metropolitana do Porto, cerca de 28% dos fogos projectados não avançaram, num total de 7,1 mil habitações.
Os dados resultam da comparação entre os pré-certificados energéticos emitidos pela ADENE — que indicam os projectos em fase avançada de preparação — e os licenciamentos registados pelo Instituto Nacional de Estatística.
Especialistas do sector apontam que custos de construção elevados e carga fiscal têm travado o avanço de muitos projectos, sobretudo nos segmentos destinados à classe média. Nesse contexto, o sector imobiliário defende que a aplicação de IVA a 6% na construção de habitação poderá ajudar a desbloquear parte da oferta que já está em ‘pipeline’.
Ainda assim, persistem dúvidas sobre a forma como o regime será aplicado, nomeadamente quanto aos projectos cujo pedido de licenciamento foi apresentado antes do período previsto pela medida, que se estende entre Setembro de 2025 e Dezembro de 2029.













