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Investimento estrangeiro na habitação em Lisboa abranda mas valor médio das compras sobe

14 de maio de 2026

O investimento estrangeiro no mercado habitacional da Área de Reabilitação Urbana (ARU) de Lisboa voltou a desacelerar em 2025, com menos 12% de habitações adquiridas face ao ano anterior. Ainda assim, o montante investido manteve-se relativamente estável, sustentado pelo aumento do valor médio das transações.

Segundo dados da Confidencial Imobiliário, os investidores internacionais compraram 1.390 imóveis residenciais na ARU de Lisboa ao longo de 2025, menos 180 unidades do que em 2024 e o nível mais baixo desde 2017. Apesar da quebra em número de operações, o investimento total atingiu os 879,5 milhões de euros, apenas 3% abaixo dos 906,5 milhões registados no ano anterior.

Os dados apontam para uma alteração no perfil da procura internacional. Embora menos activos, os compradores estrangeiros continuam a demonstrar forte capacidade financeira, privilegiando activos de maior valor. Como resultado, o ticket médio por operação aumentou 10%, passando de 575,6 mil euros em 2024 para 631,8 mil euros em 2025.

A ARU de Lisboa contou com compradores de 64 nacionalidades, confirmando a atratividade internacional do mercado residencial da capital. Os Estados Unidos lideraram em número de aquisições, representando 16% das operações internacionais, seguidos por França e Brasil (11% cada), Reino Unido (7%), China (6%) e Alemanha (5%).

Em termos de capital investido, os norte-americanos mantiveram igualmente a liderança, concentrando 20% do investimento estrangeiro na ARU de Lisboa. Seguiram-se Brasil (12%), França (11%), Reino Unido (8%), Alemanha (5%) e China (4%).

As freguesias da Estrela, Arroios, Misericórdia, Santo António e Santa Maria Maior continuaram a concentrar a maioria da procura internacional, representando entre 10% e 12% das aquisições realizadas por estrangeiros. Entre estas zonas, destacaram-se Santa Maria Maior e Estrela, com crescimentos anuais de 17% e 10%, respectivamente, reforçando a actratividade das áreas históricas e centrais da cidade. Em sentido contrário, Arroios registou uma quebra de 13% nas compras por investidores internacionais.

Enquanto a procura estrangeira abrandou, o segmento doméstico manteve uma trajetória de crescimento. Em 2025, os compradores nacionais aumentaram em 5% o número de aquisições residenciais na ARU de Lisboa, totalizando 4.540 transacções. Desta forma, reforçaram a sua quota de mercado de 73% para 77%, enquanto o peso relativo dos investidores estrangeiros recuou de 27% para 23%.

Apesar desta diferença em número de operações, a distribuição do capital investido manteve-se praticamente inalterada: 70% do investimento teve origem nacional e 30% estrangeira. Esta estabilidade resulta da redução do valor médio investido pelos compradores portugueses, que caiu 11% face a 2024, fixando-se nos 444,2 mil euros por operação — cerca de 30% abaixo do ticket médio dos investidores internacionais.

No total, o mercado residencial da ARU de Lisboa registou em 2025 uma estabilização do número de transacções (+1%), acompanhada por um investimento global de 2.897,6 milhões de euros, valor que representa uma ligeira descida de 3% face ao ano anterior.

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