CONSTRUÍMOS
NOTÍCIA
Habitação by century 21

 

Cinfães apresenta um preço médio de 4 981 euros/m2. Um valor mais elevado do que em Lisboa

28 de fevereiro de 2022

O concelho com o preço médio do metro quadrado mais elevado, ainda superior aos 4 320 euros em Lisboa, é Cinfães (distrito de Viseu) com o m2 a valer 4 981 euros.

Hugo Venâncio, CEO da Reatia, explica este fenómeno: “A pandemia permitiu que o teletrabalho tomasse uma posição de destaque, o que influenciou em parte a evolução do mercado imobiliário, em 2021.  O que acontece em Viseu, distrito que viu o preço do metro quadrado disparar 25%, é isso mesmo. Os valores observados no concelho de Cinfães são motivados principalmente pela deslocação incentivada pelo teletrabalho para regiões menos populosas, a localização privilegiada entre as capitais de distrito mais importantes da zona norte e o número de imóveis disponíveis muito inferior ao concelho de Lisboa, facilitando a subida do preço médio do metro quadrado”.

Segundo a Reatia, plataforma de inteligência artificial para o imobiliário, o ano de 2021 foi um ano em que se observou uma variação acentuada nos preços médios de aquisição de imóveis, que se pode justificar pela quebra de stocks disponíveis: o stock de apartamentos disponíveis para venda esteve em queda em todos os distritos, com excepção do Porto e Vila Real.

O mercado do arrendamento também sofreu oscilações com a variação do stock de apartamentos disponíveis, ainda que menos notório que no negócio da compra e venda. Lisboa e Porto, dois dos concelhos mais caros, apresentaram uma queda, com menos 17,5% e 16,9% de apartamentos disponíveis para arrendar.

Lisboa lidera a lista dos distritos mais caros com uma variação de 74% do preço médio por m2: comparando o início com o fim do ano, o metro quadrado ficou 1223 euros mais caro, depois de registar o valor mais alto no 3º trimestre. O preço médio de venda de um T1 passa de 175 000 euros para 216 000 euros (uma variação de 23,35%), mas é nas tipologias T2 e T3 que a variação dos preços médios mais que duplica. Se para adquirir um T2 era necessário um investimento médio de 143 000 euros e de 202 000 euros para um T3, no final do ano os valores subiram para 239 000 euros e 378 000 euros respectivamente. Com variações na ordem dos 66% e 86%, era mais barato, em média, comprar um T3 no início do ano, do que um T2 em Dezembro de 2021.

Também o arrendamento está mais caro, devido à quebra de cerca de 17,5% de apartamentos disponíveis para arrendar. Há menos um quarto dos apartamentos de duas assoalhadas (T1), do que no início do ano, o que pode ajudar a justificar a variação de quase 9% no preço médio de arrendamento desta tipologia. No final de 2021, em Lisboa, o preço médio de arrendamento de um T1 era de 909 euros, o T2 de 1092 eurose o T3 de 1709 euros.

Já no distrito do Porto, a evolução do preço médio de venda foi na ordem dos 13%. Um T1 custa agora, em média 147 000 euros, mais 22% que no início do ano e um T3 mais 13,5%, 245 000 euros. Em Faro, a situação repete-se. Em média, está 19% mais caro comprar um apartamento T2, enquanto que um T3 disparou para 26%,  com um preço médio 273 699 euros.

Os concelhos mais caros e mais baratos

No que diz respeito ao preço médio de venda, os concelhos mais caros são: Cascais, Lisboa, Porto, Oeiras, Loulé, Grândola, Machico, Vila do Bispo, Lagos e Funchal.

Já a lista dos concelhos mais baratos são: São João da Pesqueira, Pampilhosa da Serra, Nisa, Crato, Castanheira de Pêra, Mourão, Sousel, Campo Maior, Oleiros e Gavião. Muitos destes concelhos são também os que apresentam o preço de metro quadrado inferior.