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segunda-feira, 21 de junho de 2021
Arrendamento
Arrendamento em Portugal no radar dos investidores. Próximos anos serão de crescimento

Arrendamento em Portugal no radar dos investidores. Próximos anos serão de crescimento

7 de maio de 2021

A habitação multifamiliar para arrendamento está no radar dos investidores e deverá verificar um crescimento expressivo nos próximos anos, de acordo com o European Multifamily Housing Report, divulgado, esta sexta-feira, pela consultora imobiliária CBRE.

O relatório analisa o mercado de investimento residencial em 18 países e 40 cidades na Europa. Em Portugal, o mercado de investimento em habitação multifamiliar para arrendamento está ainda numa fase embrionária, a par com outros países como a Bélgica, Itália ou Luxemburgo, mas começa a dar sinais de desenvolvimento. Por outro lado, a Áustria, Dinamarca, Finlândia, Alemanha, Holanda, Suécia e Suíça formam o conjunto de países onde este mercado já se tornou maduro.

Atualmente, são nove os projetos de habitação para arrendamento em construção na cidade de Lisboa, compreendendo um total de 2.450 unidades. No Porto, o crescimento deste setor será mais rápido do que na capital devido ao preço menos elevado dos terrenos, embora existam apenas três projetos em pipeline, totalizando 760 unidades.

Sobre esta análise, Cristina Arouca, Diretora de Research da CBRE, destaca que a "habitação própria tem um peso significativo no nosso país, apesar do número de casas arrendadas evidenciar um crescimento interessante nos últimos anos, aumentando de 20% do stock em 2011 para 26% em 2019. Contudo, a maioria do parque residencial arrendado é detido por investidores particulares, sendo escasso o número de projetos desenvolvidos propositadamente para arrendamento e com uma gestão profissional".

"É, por isso, natural que o volume de investimento institucional nesta classe de ativos seja ainda incipiente”, reforça a responsável.

Já Nuno Nunes, Head of Capital Markets da CBRE explica que: “o elevado preço dos terrenos e a lentidão dos processos de licenciamento têm atrasado o desenvolvimento do mercado residencial. No entanto, temos atualmente conhecimento de três projetos com escala que irão avançar, os quais totalizam 400 apartamentos e o pipeline potencial, em fases diversas de análise ou licenciamento, supera de forma confortável as três mil unidades. Uma vez iniciados estes projetos, acreditamos que surjam investidores institucionais interessados e sejam realizadas algumas operações de forward-purchase ou forward funding”.

A habitação multifamiliar para arrendamento é atualmente uma classe de investimento muito atrativa. Permaneceu resiliente devido à pandemia, num contexto europeu e mesmo global, e representa uma percentagem cada vez maior no investimento total em imóveis de rendimento.

Um conjunto de tendências sociais e demográficas, a par com uma maior dificuldade em adquirir casa própria devido a um aumento dos preços levou a um crescimento generalizado do mercado de arrendamento.

Na Europa, 31% das famílias ocupam atualmente casas arrendadas face a 26% na última década.

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