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quarta-feira, 27 de outubro de 2021
Arrendamento
Apenas 33,6% do arrendamento disponível no país é acessível aos 'bolsos' dos portugueses

Apenas 33,6% do arrendamento disponível no país é acessível aos 'bolsos' dos portugueses

9 de junho de 2021

Numa radiografia ao mercado de arrendamento em Portugal, a Aluga Seguro revela que apenas 33,6% das casas para arrendar disponíveis em Portugal são acessíveis aos 'bolsos' dos portugueses. Em Lisboa só 25% da habitação para arrendar é acessível, no Porto 35% e em Faro 64%.

Estas são algumas das conclusões do estudo da empresa espanhola Alquiler Seguro, empresa líder no mercado de arrendamento, chega agora a Portugal com a designação Aluga Seguro para fornecer um serviço pioneiro. A funcionar em Espanha há 15 anos, a empresa já conta no seu portefólio com 15 mil imóveis e com quase 50 agências próprias no país vizinho, na sua primeira internacionalização vem para Portugal para aplicar todo o seu Know-how e tornar-se a maior empresa de mediação no arrendamento.

“Apesar da falta de informação e dados verídicos, calculamos que quase 50% de casas que são arrendadas, arrendam-se de forma particular, o que implica um maior risco de existirem incumprimentos”, revela Francisco Reganha, Country Manager da Aluga Seguro.

O estudo indica ainda que o preço médio do arrendamento mais alto, encontramo-lo no distrito de Lisboa, nomeadamente, nos concelhos de Cascais (1.511 euros) e Lisboa (1.235 euros). No Porto, salientam-se os concelhos de Matosinhos (955 euros e do Porto (936 euros). No distrito algarvio de Faro: Loulé (954 euros) e Faro (825 euros). “As famílias portuguesas têm de despender uma percentagem muito alta dos seus rendimentos para garantir o pagamento da renda da sua casa. Uma economia familiar saudável, é aquela que destina menos de 35% dos seus
rendimentos para pagar o arrendamento. Desta forma, só assim poderá dar resposta às suas necessidades”, explica Francisco Reganha.

No concelho de Lisboa, que abrange mais de 73% do total da oferta de arrendamento no distrito, apenas 20% tem um preço compatível com os rendimentos médios de uma família portuguesa. “A oferta tem tendência a concentrar-se nos concelhos onde os preços são mais elevados. Para aceder a estes imóveis, o nível de esforço económico das famílias é demasiado elevado. Demoram-se meses a conseguir um inquilino e o risco de sofrer incumprimentos no pagamento da renda mensal aumenta”, declara Francisco Reganha.

Em Lisboa, em média, são necessários 86 dias para arrendar o imóvel

A Radiografia do Mercado de Arrendamento demonstra também o desequilíbrio que existe entre a oferta, procura e preços. Como sublinha Francisco Reganha: “Nas zonas mais caras, o tempo que uma habitação demora a ser arrendada, ultrapassa os três meses; enquanto nos lugares onde os preços estão mais ajustados à realidade das famílias, quase não há imóveis em promoção e demora-se muito pouco tempo a encontrar um inquilino”.
Em Lisboa, em média, são necessários 86 dias para arrendar o imóvel, mas em zonas como Azambuja 828 dias, Sobral de Monte Agraço 33 dias ou Alenquer 39 dias os prazos são muito inferiores. O mesmo acontece nas zonas do Porto como Valongo 35 dias ou Trofa 40 dias, onde os proprietários precisam de um tempo inferior à média do distrito 87 dias. “No caso do distrito de Faro, ao falarmos de uma zona muito turística, a situação muda. Mesmo que 64% da habitação seja acessível, a procura não é tão alta e demora-se mais tempo para arrendar”, conclui o Country Manager da Aluga Seguro.

Valor da renda em Lisboa não deveria ultrapassar os 800 euros, no Porto o limite deveria ser de 635 euros e de 815 euros em Faro

Relativamente à tipologia de imóvel que o inquilino português procura, as habitações mais procuradas são de tipologia T2 com uma superfície de aproximadamente 80m2. “Para minimizar os riscos de sofrer um incumprimento no pagamento do arrendamento, o valor da renda em Lisboa não deveria ultrapassar os 800 euros, no Porto o limite deveria ser de 635 euros e de 815 euros em Faro”, refere Francisco Reganha.

O responsável assegura ainda que "apesar da falta de informação e dados verídicos do mercado, calculamos que quase 50% das casas que são arrendadas de forma particular, recorrendo a familiares, amigos e conhecidos; sem nenhuma intermediação profissional e com os preços abaixo do mercado. Em muitas ocasiões, isto faz com que os imóveis sejam arrendados sob acordos verbais ou com que sejam aplicadas cláusulas que não seguem a legislação actual e que podem implicar graves situações e problemas para o proprietário no caso de sofrer incumprimentos. Na Aluga Seguro queremos profissionalizar o arrendamento, oferecendo aos proprietários e aos inquilinos as máximas garantias com contratos claros, simples e 100% legais; com o apoio profissional de toda a vigência do contrato e garantindo sempre a cobrança pontual da renda ao dia 5 de cada mês”, conclui Francisco Reganha.

De referir que a Aluga Seguro acaba de inaugurar a sua primeira agência em Portugal (Rua Actor António Silva 1, Amadora, Lisboa) para oferecer protecção a proprietários.

Saiba mais em: https://www.diarioimobiliario.pt/Habitacao/Arrendamento/Espanhola-Aluga-Seguro-chega-a-Portugal-para-dominar-o-mercado-de-arrendamento

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