
“Guincho: Uma Revoada de Histórias”, da historiadora Margarida de Magalhães Ramalho
“Guincho: Uma Revoada de Histórias” recupera a memória de um dos territórios mais emblemáticos de Cascais
O Guincho tem uma nova obra dedicada à sua memória e à transformação ao longo das décadas. “Guincho: Uma Revoada de Histórias”, da historiadora Margarida de Magalhães Ramalho, recupera episódios, lugares e personagens que fazem parte da história de um dos territórios mais emblemáticos de Cascais.
Editado pela Câmara Municipal de Cascais, o livro foi apresentado no Restaurante Porto Santa Maria, espaço cuja própria história se cruza com diferentes momentos da evolução da costa do Guincho.
Ao longo das páginas, a autora percorre diferentes períodos da história deste território, desde as antigas fortificações marítimas e episódios relacionados com a Segunda Guerra Mundial até à transformação do Guincho num destino turístico.
As primeiras estalagens, as corridas de automóveis, os banhos de mar, o surf e o aparecimento de restaurantes e hotéis fazem parte de uma narrativa que acompanha a evolução de uma paisagem e de uma comunidade.
Um território em transformação
Mais do que uma história centrada na paisagem natural, a obra procura mostrar como o Guincho se transformou através das pessoas, dos espaços e das atividades que foram surgindo ao longo do tempo.
A proximidade do mar, a paisagem e as características naturais da zona contribuíram para a sua afirmação enquanto destino turístico e para a construção de uma identidade hoje profundamente ligada a Cascais.
O livro recupera também episódios relacionados com figuras públicas, visitantes e residentes, bem como histórias de estabelecimentos que marcaram a vida do Guincho.
Entre os espaços retratados está o Restaurante Porto Santa Maria, cuja história acompanha vários momentos da evolução da oferta gastronómica da região e a passagem pelo local de personalidades nacionais e internacionais.
A história do Porto Santa Maria
A ligação entre o livro e o restaurante está também na origem do projeto.
Saul Saragga, gerente do Porto Santa Maria, lançou o desafio a Margarida de Magalhães Ramalho para reunir estas memórias numa obra dedicada ao Guincho.
A iniciativa nasceu, assim, da vontade de preservar e divulgar a história de um território ao qual Saragga está ligado há décadas e cuja evolução acompanhou também através da história do restaurante.
O resultado é uma obra que ultrapassa a dimensão de um simples registo histórico. “Guincho: Uma Revoada de Histórias” reúne memórias de diferentes gerações e mostra como o território foi sendo transformado pelo turismo, pela gastronomia, pelo lazer e pelos modos de vida.
Preservar a memória do Guincho
Ao recuperar histórias menos conhecidas e episódios associados a diferentes épocas, a obra contribui para preservar uma parte da identidade cultural de Cascais.
Entre fortificações, hotéis, restaurantes, corridas, banhos de mar e surf, o Guincho surge retratado como um território em permanente transformação, onde a paisagem e a ação humana se cruzaram ao longo das décadas.
Da autoria de Margarida de Magalhães Ramalho, “Guincho: Uma Revoada de Histórias” deixa, assim, um registo documental e humano de um dos lugares mais reconhecidos de Cascais, recuperando memórias que ajudam a compreender não apenas o Guincho de hoje, mas também o percurso que o trouxe até aqui.

















