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Taxas Euribor sobem a seis meses para novos máximos desde novembro de 2024

10 de setembro de 2026

A Euribor subiu hoje a três e a seis meses, no prazo mais longo para um novo máximo desde novembro de 2024, e manteve-se a 12 meses no novo máximo desde agosto de 2024, registado na quarta-feira.

Com as alterações de hoje, a taxa a três meses, que avançou para 2,643%, continuou abaixo das taxas a seis (2,806%) e a 12 meses (3,138%).



A taxa Euribor a seis meses, que passou em janeiro de 2024 a ser a mais utilizada em Portugal nos créditos à habitação com taxa variável, subiu hoje, ao ser fixada em 2,806%, mais 0,006 pontos que na quarta-feira e um novo máximo desde novembro de 2024.

Dados do Banco de Portugal (BdP) referentes a julho indicam que a Euribor a seis meses representava 39,87% do ‘stock’ de empréstimos para a habitação própria permanente com taxa variável.

Os mesmos dados indicam que as Euribor a 12 e a três meses representavam 31,26% e 24,40%, respetivamente.

No prazo de 12 meses, a taxa Euribor manteve-se hoje em 3,138%, o mesmo valor de quarta-feira e um máximo desde agosto de 2024.

A Euribor a três meses avançou hoje, ao ser fixada em 2,643%, mais 0,017 pontos que na quarta-feira.

Hoje, o Banco Central Europeu (BCE) deverá anunciar um novo aumento das taxas diretoras, de 25 pontos base e para o limite superior da zona neutra, depois da manutenção das taxas em julho.

Em agosto, a média mensal da Euribor subiu, de novo, a três, a seis e a 12 meses, mas com maior intensidade do que em julho e mais acentuadamente no prazo mais longo.

A média mensal da Euribor em agosto subiu 0,088 pontos para 2,513% a três meses e 0,066 pontos percentuais para 2,713% a seis meses.

Já a 12 meses, depois de ter baixado em junho, a média mensal da Euribor avançou 0,099 pontos para 2,954%.

As Euribor são fixadas pela média das taxas às quais um conjunto de 21 bancos da zona euro está disposto a emprestar dinheiro entre si no mercado interbancário.

Lusa/DI

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