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Euribor sobe a seis e 12 meses para máximos de cerca de dois anos

7 de setembro de 2026

A Euribor desceu hoje a três meses e subiu a seis e a 12 meses para novos máximos desde novembro e agosto de 2024, respectivamente.

Com as alterações de hoje, a taxa a três meses, que baixou para 2,669%, continuou abaixo das taxas a seis (2,797%) e a 12 meses (3,116%).



A taxa Euribor a seis meses, que passou em janeiro de 2024 a ser a mais utilizada em Portugal nos créditos à habitação com taxa variável, subiu hoje, ao ser fixada em 2,797%, mais 0,003 pontos que na sexta-feira e um novo máximo desde novembro de 2024.

No prazo de 12 meses, a taxa Euribor também subiu hoje, para 3,116%, mais 0,008 pontos que na sessão anterior e um novo máximo desde agosto de 2024.

Em sentido contrário, a Euribor a três meses recuou hoje, ao ser fixada em 2,669%, menos 0,010 pontos que na sexta-feira.

Em agosto, a média mensal da Euribor subiu, de novo, a três, a seis e a 12 meses, mas com maior intensidade do que em julho e mais acentuadamente no prazo mais longo.

A média mensal da Euribor em agosto subiu 0,088 pontos para 2,513% a três meses e 0,066 pontos percentuais para 2,713% a seis meses.

Já a 12 meses, depois de ter baixado em junho, a média mensal da Euribor avançou 0,099 pontos para 2,954%.

A próxima reunião de política monetária do Banco Central Europeu (BCE) realiza-se esta semana, em 09 e 10 de setembro, em Berlim, e o mercado antecipa uma subida de um quarto de ponto percentual das três taxas diretoras.

Em 23 de julho, o BCE manteve as três taxas diretoras, como antecipado pelo mercado.

Na anterior reunião de política monetária em 11 de junho, o BCE subiu, pela primeira vez desde setembro de 2023, as taxas diretoras, designadamente em 0,25 pontos percentuais, depois de as manter em abril, pela sétima reunião consecutiva e de oito reduções desde que a entidade iniciou o ciclo de cortes em junho de 2024.

As Euribor são fixadas pela média das taxas às quais um conjunto de 21 bancos da zona euro está disposto a emprestar dinheiro entre si no mercado interbancário.

Lusa/DI

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