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quarta-feira, 27 de maio de 2020
Entrevistas

Para minimizar o abrandamento das vendas, vamos suportar o custo do IMT em transacções

2 de abril de 2020

Neste momento é um dos maiores promotores imobiliários portugueses. Tem vários projectos em construção na região da Grande Lisboa, em Óbidos e na Ericeira. O JPS Group foi dos primeiros grupos a voltar a investir na construção nova e para a classe média portuguesa. João Sousa, CEO do grupo revela que estão bem preparados e prontos para levar para a frente os nossos projectos e continuar a dar um contributo à economia, assim como assegurar todos os postos de trabalho directos e indirectos que presentemente são centenas.

O que vai acontecer ao mercado imobiliário depois desta pandemia?

Estamos perante uma situação nova para todos a nível mundial, e naturalmente fazer futurologia é complicado. É obviamente previsível que se verifique uma recessão com a paralisação de quase toda a economia, e isso vai reflectir-se em todos os sectores e o imobiliário não vai ser excepção.

Portugal teve como um dos grandes motores da recuperação económica a promoção imobiliária e temos que saber proteger o que foi conquistado até à data.

Essa responsabilidade não passa só pelos empresários, passa também pelo Estado assumir o seu papel e preservar a iniciativa privada que tanto tem dado a este país.

Não creio que o sector vá sofrer uma crise como foi a de 2008, por vários motivos, ou seja, não estávamos preparados como estamos hoje, o sector apresenta na atualidade uma realidade muito diferente.

Não concordo de forma alguma que o caos no sector está para chegar, ou até que já chegou, como muitos apregoam, vai haver sim um abrandamento nos negócios, isso é inevitável, mas acredito que o sector vá ter uma recuperação em “V” e que vá recuperar de forma mais positiva do que o esperado.

Admito que o sector vai ser afectado, sem dúvida, mas que a recuperação vá ser superior ao impacto negativo que vamos sofrer.

Qual o impacto na sua empresa?

Como é natural toda a economia já está a sofrer os efeitos desta situação, se vai ter impacto no nosso grupo? claro que vai, por efeito de contágio da economia.

O nosso grupo tem uma estrutura muito vertical e tem o controle de toda cadeia da promoção imobiliária dentro de casa, isso fez a diferença no crescimento ao longo destes anos e assim como também vai fazer a diferença neste processo de recuperação. Hoje temos a empresa em pleno funcionamento, com uma grande parte dos trabalhadores em teletrabalho e com uma produtividade elevada dadas as circunstâncias. Não baixamos os braços! Temos as frentes de obras em andamento para que se consiga garantir que a empresa não pare, a paragem seria o mais complicado de gerir, pois temos mais de 300 trabalhadores e dezenas de empresas associadas aos nossos projectos e isso seria devastador para os trabalhadores e para essas mesmas empresas.

Os nossos projetos nunca tiveram preços especulativos, sempre foram valores reais para a classe media em Portugal, dai termos centenas de unidades vendidas e em construção, com os nossos produtos a terem uma valorização muito grande ao longo do tempo, daí que também não consideremos baixar os preços pois já estão perfeitamente ajustados ao mercado imobiliário e já eram antes desta crise, e continuam a ser, muito competitivos.

Neste momento temos um pipeline de projectos imobiliários de quatro a cinco anos, tendo em consideração o que está a ser construído, o que lançámos, e o que temos em carteira que ainda não foi lançado. Sempre tivemos uma noção muito realista do mercado imobiliário e até onde poderíamos ir, sem sofrer algum tipo de constrangimento por algum imprevisto que viesse a acontecer e isso resultou que estamos bem preparados e prontos para levar para a frente os nossos projectos e continuar a dar um contributo à economia, assim como assegurar todos os postos de trabalho directos e indirectos que presentemente são centenas.

Uma coisa garanto, que o nosso grupo tudo fará para ser um agente de recuperação da economia em Portugal.

Que medidas são necessárias tomar para minimizar o impacto?

Da nossa parte estamos já em acção! Com o objectivo de ultrapassarmos esta fase difícil o mais rapidamente possível e de forma a minimizar o abrandamento das vendas, a JPS Group vai suportar o custo do IMT em transacções efectuadas até 30 de Junho de 2020. Consideramos desta forma que esta nossa acção possa ser um incentivo à realização de negócios nesta fase.

Por parte do Estado, julgo que deveriam ser tomadas medidas no mesmo sentido e de forma geral. O apoio aos promotores é fundamental nesta fase.

A APPII- Associação Portuguesa de Promotores e Investidores Imobiliários, lançou um manifesto com um Pacote de medidas a implementar, para mitigar efeitos negativos do Covid-19 no sector do investimento imobiliário.

Como associados, subscrevemos todas essas medidas e esperamos que o governo olhe com atenção para este trabalho realizado.

Entre as várias sugestões, estão medidas extra a nível da fiscalidade e impostos, do licenciamento urbanístico, linhas de apoio às empresas, assim como muitas outras medidas que poderiam ter um impacto muito positivo na economia nesta fase.

Há muitas coisas que podem ser feitas para incentivar a economia nesta altura mais difícil, e julgo que é melhor que o Estado tenha este tipo de acções preventivas a fim de evitar milhares de desempregados a pedirem apoio à Segurança Social.

Nesta altura temos todos que estar mais unidos do que nunca, as empresas, os trabalhadores, o Estado e os cidadãos de uma forma geral, de forma a assegurar a continuidade da saúde da economia.

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