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sábado, 16 de janeiro de 2021
Entrevistas
É preciso recuar dez anos para encontrar spreads tão baixos

É preciso recuar dez anos para encontrar spreads tão baixos

1 de outubro de 2020

A maioria dos bancos que oferecem Crédito à Habitação em Portugal, reduziram os spreads mínimos nos últimos meses para uma média de 1% a 1,5% mas as principais dificuldades no crédito à habitação incidem na taxa de esforço e na falta de capitais próprios, revela Manuel Ferreira, CEO da Crédito Taxa Serviço. 

O responsável admite ainda que os portugueses têm vindo a demonstrar flexibilidade para encontrar soluções, abdicando da zona de preferência, de alguns extras ou até na própria dimensão dos imóveis que selecionam.

Qual a sua opinião relativamente às taxas Euribor negativas? Irão manter-se durante mais alguns anos? Qual o impacto nos créditos à habitação nos próximos anos?

Partilho da opinião dos especialistas que as taxas Euribor se mantenham negativas por mais seis anos, fruto da política de estímulos do Banco Central Europeu (BCE).

Assim sendo, são boas notícias para quem pediu ou está a pensar pedir dinheiro emprestado ao banco para comprar casa. As taxas Euribor, principal indexante dos contratos à habitação em Portugal, mantêm-se em terreno negativo desde 2015, em resultado dos referidos estímulos do Banco Central Europeu (BCE).

Esta tendência reflecte-se inevitavelmente no valor das prestações pagas pelas famílias portuguesas, resultando numa redução que em determinadas situações tem levado os bancos a pagar às famílias pelos juros negativos, porque os valores da Euribor anulam e até ultrapassam a margem de lucro bancária.

Quanto às moratórias nos créditos à habitação. Que implicações terão para os bancos e para os clientes no futuro?

As moratórias pelo estado possibilitam aos cidadãos com Crédito Habitação na banca, diferirem o pagamento de capital e juros das prestações pagas mensalmente durante o prazo de vigência da moratória.

Os valores não pagos durante o este período, serão diferidos para as prestações vincendas futuras diluídas no capital e juros a pagar, sendo que os bancos prorrogarão em mais um ano o prazo total do empréstimo inicial.

Com esta medida pretende-se um impacto menor nas prestações seguintes a pagar pelos cidadãos.

 Quais os principais cuidados a ter quando se recorre ao crédito à habitação?

Ao recorrer a um Crédito Habitação deve ter alguns cuidados.

Em primeiro lugar, deve ter em conta que um empréstimo é um compromisso, pondere se é capaz de pagar as prestações mensais durante o prazo do empréstimo.

Tendo em conta a existência da nossa profissão, o melhor é recorrer a um Intermediário de Crédito para analisar a sua capacidade financeira e lhe apresentar as melhores condições de Crédito Habitação, assim terá a certeza que opta pela instituição bancária com as condições mais adequadas ao seu perfil, com segurança e sem complicações.

É preferível uma taxa fixa ou variável?

Esta questão é muito subjectiva e depende essencialmente do grau que cada cliente tem em se expor ao risco de aumento de taxas de juro.

A Crédito Taxa Serviço, enquanto empresa intermediária especializada em Crédito à Habitação, promove a consultoria financeira, tendo em conta as premissas mais relevantes para os seus clientes, de forma a poder aconselhar qual o tipo de taxa que mais se adequa as suas necessidades.

Para clientes que são avessos ao risco e preferem pagar pela segurança e estabilidade financeiras não tendo preocupações no futuro com oscilações de taxas, o ideal será uma taxa fixa pelo período que o cliente entender ser necessário.

No caso de clientes, que preferem nesta conjuntura atual pagar o menor valor possível, aproveitando as taxas Euribor negativas em vigor, mesmo sabendo que estão sujeitos a um possível aumento da taxa de referência estabelecida pelo BCE, o ideal será uma taxa variável. No entanto, os clientes podem a qualquer momento solicitar ao banco a fixação de taxa de juro sem qualquer custo associado.

Quais as principais dificuldades encontradas nos contratos de concessão de crédito à habitação?

A esmagadora maioria dos bancos que oferecem Crédito à Habitação em Portugal, reduziram os spreads mínimos nos últimos meses para uma média de 1% a 1,5%. É preciso recuar dez anos para encontrar spreads tão baixos.

No entanto nem tudo se resume a SPREAD, as dificuldades existem e estão principalmente centradas a nosso ver, na Taxa de esforço e na falta de capitais próprios para poder fazer face aos encargos exigidos (custas processuais e sinal).

Contudo e mesmo com estas dificuldades, os portugueses têm vindo a demonstrar flexibilidade para encontrar soluções, abdicando da zona de preferência, de alguns extras ou até na própria dimensão dos imóveis que selecionam.

Todos devem procurar saber o máximo de informação possível sobre o crédito habitação, para poderem corresponder com todas as exigências bancarias necessárias, para isso nada melhor que o apoio de um intermediário de crédito, que o ajuda a preparar todo o processo e o acompanha desde o início até à escritura.

Qual a importância de obter apoio jurídico no processo de crédito?

O Direito à Habitação, correspondente no nosso ordenamento jurídico, a um direito fundamental, consagrado na Constituição da República Portuguesa.

Assim, ter profissionais focados na área jurídica, auxiliam o processo de verificar a viabilidade no momento da transação, logrando desempenhar a tarefa da protecção do consumidor, com enfoque na documentação do imóvel.

O nosso objectivo assenta na transparência dos riscos, gerando a qualidade necessária para segurança jurídica e fiscal, no momento da contratação.

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