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segunda-feira, 29 de novembro de 2021
Arquitectura
Cem desenhos e 7.000 fotografias de trabalhos de Álvaro Siza doados a Serralves

Cem desenhos e 7.000 fotografias de trabalhos de Álvaro Siza doados a Serralves

30 de julho de 2021

Cem desenhos e sete mil fotografias do acervo do arquiteto Álvaro Siza foram hoje doados à Fundação de Serralves, no Porto, passando o prazo de depósito de cinco para 25 anos, anunciou a presidente da instituição, Ana Pinho.

Os protocolos que definem as doações foram hoje assinados na Casa de Serralves por Ana Pinho e pelos arquitectos Álvaro Siza Vieira e Carlos Castanheira, que coassinou, com Siza, vários projectos na Ásia.

Os 100 desenhos “passarão a integrar a coleção de Serralves”, enquanto a colecção de 7.000 fotografias que “registam a evolução da sua obra e documentam projectos e construções, enriquecerá o Arquivo Álvaro Siza, anteriormente doado a Serralves”, refere o comunicado da fundação.

No acto foram também assinados dois protocolos que “formalizam o depósito em Serralves de 50 novas maquetes de projetos de obras construídas na Ásia, assinadas em parceria por Álvaro Siza e Carlos Castanheira, de 128 esquissos originais de projectos asiáticos e o depósito de mais de 90 objectos também com valor documental”, acrescenta o documento.

Ana Pinho, na sua intervenção hoje, explicou a assinatura de um outro acordo para o “alargamento do prazo de depósito, passando dos cinco anos inicialmente previstos para 25 anos, do arquivo constituído pelos projectos assinados conjuntamente pelos dois arquitectos, que já se encontrava depositado em Serralves desde Janeiro de 2020”.

Álvaro Siza sublinhou a importância dos acordos assinados e de uma coleção “que ficará disponível para curiosos, arquitetos e estudantes”, acrescentando tratar-se de algo “importante não só para a arquitetura como para todas as artes, pois existem afinidades com quase todas”.

A 23 de julho de 2014, Siza Vieira anunciou a decisão relativa ao seu acervo, tendo optado por doar uma parte a duas instituições portuguesas, Fundação Calouste Gulbenkian e Fundação de Serralves, e outra ao Centro Canadiano de Arquitectura.

Quase um ano depois, a 8 de Julho, o arquitecto formalizou a doação de 40 projectos à Fundação de Serralves, deixando aberta a possibilidade de doações adicionais àquela instituição.

A 30 de janeiro de 2020 ficou a saber-se que a exposição “Orient Express – Viagem de Retorno”, com maquetes de obras da dupla de arquitectos Álvaro Siza Vieira e Carlos Castanheira, na Ásia, que esteve patente, dias depois no Museu de Arte Contemporânea de Serralves, ficaria, após a mostra, depositada na fundação.

A cerimónia de hoje decorreu na renovada Casa de Serralves, cujas obras tiveram início em setembro de 2020, num investimento de 1,625 milhões de euros, apoiados em 60% pela Câmara do Porto.

Para além de passar a ter condições para acolher visitantes com mobilidade reduzida, o projeto envolveu a recuperação e renovação de estruturas e revestimentos que permitem acolher exposições como as da Coleção Miró, propriedade do Estado Português, à guarda do município do Porto e em depósito em Serralves, lê-se no comunicado.

LUSA/DI

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