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Habitação
Engel & Völkers - One Green Way da Quinta do Lago, Algarve

Engel & Völkers - One Green Way da Quinta do Lago, Algarve

Algarve mantém liderança na procura de segunda habitação, mas Comporta e Oeste ganham terreno

30 de junho de 2026

O Algarve continua a ser o principal destino para quem procura uma segunda residência em Portugal, mas novas regiões começam a afirmar-se como alternativas cada vez mais relevantes. A conclusão é do Market Report Portugal 2025-2026, da Engel & Völkers, que identifica uma procura mais diversificada e orientada por factores como qualidade de vida, exclusividade e proximidade aos grandes centros urbanos.

Segundo o estudo, o Algarve mantém a posição dominante graças à diversidade da sua oferta residencial, capaz de responder a diferentes perfis de compradores, tanto nacionais como internacionais. No entanto, mercados como a Comporta e a região Oeste registam um crescimento expressivo, acompanhando uma mudança nas preferências dos compradores de segunda habitação.

Algarve continua a concentrar a procura

A região algarvia permanece como a principal referência do mercado de segunda residência, com zonas como Quinta do Lago e Vale do Lobo a destacarem-se pelo elevado nível de exclusividade.

Nestas localizações, cerca de 60% das aquisições destinam-se a segunda habitação e os preços ultrapassam, em alguns casos, os 13 mil euros por metro quadrado. A procura é maioritariamente internacional, representando 80% das compras, sobretudo por parte de compradores britânicos e irlandeses, que tendem a realizar as aquisições sem recurso a financiamento bancário.

Também Vilamoura continua a reforçar a sua atratividade, impulsionada por uma oferta crescente de imóveis de segmento premium, enquanto Albufeira e Carvoeiro evidenciam um forte peso da utilização sazonal. Nestes dois mercados, 43% das aquisições destinam-se a segunda residência e 36% a investimento, ficando apenas 21% para habitação permanente.

Comporta afirma-se como alternativa de luxo

Fora do Algarve, a Comporta consolida-se como o principal destino alternativo para compradores que procuram uma segunda residência.

A Engel & Völkers atribui esta evolução à combinação entre a arquitectura característica da região, a forte limitação da oferta provocada pelos condicionamentos ambientais e a proximidade a Lisboa, factores que reforçam a exclusividade do mercado.

O estudo destaca ainda a recuperação da actividade imobiliária em Alcácer do Sal, onde as transacções aumentaram 12,3% em 2025.


Engel & Völkers - Oeste

Oeste deixa de ser apenas destino de fim de semana

Outra das regiões em destaque é o Oeste, que deixou de ser encarado apenas como destino de escapadinhas para assumir um papel estrutural no mercado residencial.

De acordo com o relatório, 40% das aquisições nesta região correspondem a segunda habitação e 55% dos compradores são internacionais, sobretudo provenientes dos Estados Unidos, França e Alemanha.

Com um preço médio de 3.103 euros por metro quadrado, o Oeste apresenta-se como uma alternativa mais competitiva face aos mercados premium do Algarve, beneficiando igualmente da proximidade à capital.


Engel & Völkers - Cascais Villa

Cascais mantém perfil híbrido

Embora continue a atrair compradores de segunda residência, Cascais mantém uma componente significativa de habitação permanente.

O estudo caracteriza o concelho como um mercado híbrido, onde o prestígio da localização permite conciliar a procura por residência principal com o segmento de segunda habitação.

Mercado acompanha novas prioridades dos compradores

Para Margarita Oltra, Regional Manager da Engel & Völkers, a evolução do mercado demonstra que os critérios de escolha estão a mudar.

A responsável considera que o Algarve continua a liderar este segmento, mas sublinha o crescimento de mercados como a Comporta e o Oeste, impulsionado pela crescente valorização do estilo de vida e da qualidade de vida na decisão de compra. Esta diversificação, acrescenta, reforça a atractividade de Portugal junto de compradores nacionais e internacionais.

O relatório conclui que a segunda habitação deixou de representar apenas uma opção para férias ou escapadinhas ocasionais, assumindo um papel cada vez mais ligado a estilos de vida específicos e à procura de imóveis que conciliem conforto, exclusividade e potencial de valorização.