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Habitação by century 21

 

33% das casas vendidas em Lisboa foram compradas por estrangeiros em 2023

2 de abril de 2024

Compradores internacionais adquiriram 1.580 imóveis no valor de 911,8 M€ em 2023. Norte-americanos são os principais compradores estrangeiros, britânicos os que mais aumentaram o investimento.

Em 2023, foram transaccionados 4.750 imóveis residenciais na Área de Reabilitação Urbana (ARU) de Lisboa num montante que ascendeu a 2.217,7 milhões de euros. Os estrangeiros foram responsáveis por 33% das compras em número de imóveis e 41% em volume de investimento, correspondendo a 1.580 transacções no valor de 911,8 milhões, respectivamente. A actividade internacional reduziu 7% em número de transacções face a 2022, mas manteve o volume de capital investido estável (+0,2%). Em 2022, os estrangeiros tinham adquirido 1.700 imóveis no valor de 909,8 milhões de euros.

Os dados são revelados pela Confidencial Imobiliário (CI), considerando aquisições de habitação realizadas por compradores particulares no perímetro da Área de Reabilitação Urbana de Lisboa, a qual abrange 21 das 24 freguesias do concelho (excluem-se Santa Clara, Lumiar e Parque das Nações).


Planta da ARU de Lisboa


Segundo a CI, “O comportamento agregado do investimento estrangeiro não é, contudo, transversal às nacionalidades mais dinâmicas, as quais incluem os norte-americanos (16% dos imóveis adquiridos por estrangeiros), franceses (13%), britânicos (9%), chineses (8%), brasileiros (6%) e alemães (5%). Por um lado, os norte-americanos e os britânicos, que aumentaram o seu investimento quer em número de imóveis quer em montante investido, com evidência para o Reino Unido, cujos compradores investiram um valor 49% acima de 2022. Por outro lado, as restantes nacionalidades mencionadas, que perderam dinâmica relativamente a 2022, com menos operações e menor volume de capital investido, liderados pelos compradores chineses, cujo montante aplicado na compra de habitação reduziu 46% face ao ano anterior”.

No que respeita aos compradores portugueses, em 2023 adquiriram 3.170 imóveis no valor de 1.305,9 milhões de euros, o equivalente a 67% e 59% do mercado residencial da ARU em número de transacções e capital investido, respectivamente. A actividade doméstica traduz uma quebra anual de 14% em número de transacções e de 23% em montante investido. Em 2022, esta franja da procura adquiriu 4.100 imóveis no valor de 1.517,5 milhões de euros - adianda a CI.