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Taxa de juro, crédito à habitação

Taxa de juro, crédito à habitação

Taxa de juro no crédito à habitação sobe para 3,194% em setembro

21 de outubro de 2026

A taxa de juro implícita no crédito à habitação aumentou para 3,194% em setembro, registando uma subida de 3,2 pontos base face a agosto. De acordo com os dados divulgados esta quarta-feira, 21 de outubro, pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), a prestação média mensal fixou-se nos 423 euros, mais cinco euros do que no mês anterior e mais 30 euros em comparação com setembro de 2025.

A subida da taxa de juro foi acompanhada por uma alteração na composição da prestação mensal: os juros voltaram a representar mais de metade do valor pago pelos mutuários, uma situação que não se verificava desde agosto de 2025.

Dos 423 euros pagos, em média, em setembro, 213 euros corresponderam a juros, enquanto os restantes 210 euros foram destinados à amortização do capital em dívida. Assim, a componente dos juros representou 50,4% da prestação, contra 49,6% relativos ao reembolso do empréstimo.

Novos contratos registam prestações de 757 euros

Nos contratos de crédito à habitação celebrados nos últimos três meses, a taxa de juro implícita aumentou de 2,910%, em agosto, para 2,959% em setembro, uma subida de 4,9 pontos base.

Também a prestação média destes contratos registou um agravamento. O valor mensal aumentou 13 euros face ao mês anterior, fixando-se nos 757 euros, o que representa uma subida homóloga de 13,7%.

O capital médio em dívida associado aos contratos mais recentes atingiu os 187.246 euros em setembro, mais 1.434 euros do que no mês anterior. Para este indicador, o INE considera os contratos celebrados entre junho e agosto de 2026, uma vez que os empréstimos contratados em setembro ainda não tinham prestações vencidas.

Capital médio em dívida ultrapassa os 80 mil euros

O montante médio em dívida no conjunto dos contratos de crédito à habitação também aumentou. Em setembro, atingiu os 80.843 euros, mais 655 euros do que em agosto.

No que respeita aos empréstimos destinados à aquisição de habitação, o principal segmento do crédito à habitação, a taxa de juro implícita subiu para 3,177%, mais 2,9 pontos base do que no mês anterior.

Nos contratos mais recentes destinados à compra de casa, a taxa fixou-se em 2,945%, refletindo um aumento de 4,8 pontos base face a agosto.

Juros absorvem maior parcela da prestação

Os dados do INE evidenciam que, apesar de a prestação média mensal se manter abaixo dos 500 euros no conjunto dos contratos, a componente destinada ao pagamento de juros voltou a superar a parcela utilizada para amortizar o capital.

Esta distribuição significa que, em setembro, uma parte ligeiramente superior da prestação média foi destinada ao pagamento dos juros do empréstimo, enquanto a amortização do montante em dívida representou menos de metade do encargo mensal.

A taxa de juro implícita, recorde-se, corresponde à relação entre os juros totais vencidos no mês de referência e o capital em dívida no início desse período, antes da amortização.

Os resultados agora divulgados pelo INE baseiam-se na informação recebida até 12 de outubro de 2026. A próxima atualização das estatísticas sobre as taxas de juro implícitas no crédito à habitação está prevista para 19 de novembro.