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Norte e Centro concentram 52% dos novos fogos em licenciamento em Portugal
As regiões Norte e Centro concentram mais de metade dos novos fogos submetidos a licenciamento em Portugal Continental nos primeiros nove meses de 2026, ultrapassando o peso conjunto das Áreas Metropolitanas de Lisboa e do Porto. Entre janeiro e setembro, foram apresentados pedidos para 61.334 habitações, distribuídas por 17.943 projetos, de acordo com o Pipeline Imobiliário da Confidencial Imobiliário.
Os dados, apurados a partir dos pré-certificados energéticos emitidos pela ADENE – Agência para a Energia, indicam que o Norte e o Centro representam, em conjunto, 52% do total de fogos em pipeline. Já as Áreas Metropolitanas de Lisboa e do Porto concentram 41%.
O volume registado corresponde a uma média de 6.815 fogos por mês, mais 12% do que a média mensal de 2025, que se situou nos 6.098 fogos. Em apenas nove meses, o número de pedidos superou o total anual registado em qualquer dos anos entre 2017 e 2023.
A Confidencial Imobiliário ressalva, contudo, que estes dados dizem respeito a pedidos de licenciamento, não correspondendo a licenças emitidas nem a obras efetivamente iniciadas.
Norte lidera com 17.444 fogos
O Norte apresenta o maior volume de novos fogos em licenciamento, com 17.444 unidades, equivalentes a 28% do total nacional. Segue-se a região Centro, com 14.424 fogos e uma quota de 24%.
Nas áreas metropolitanas, o Porto contabiliza 12.924 fogos (21%), enquanto Lisboa regista 12.127 (20%).
No Norte, o dinamismo está distribuído por vários concelhos. Vila Nova de Famalicão lidera, com 1.547 fogos, seguida de Braga, com 1.492, e Guimarães, com 1.291. Barcelos e Trofa aproximam-se dos 900 fogos, enquanto Paços de Ferreira, Penafiel e Viana do Castelo apresentam pipelines na ordem das 700 unidades cada.
Na região Centro, Coimbra destaca-se com 1.199 fogos. Viseu e Leiria aproximam-se das mil unidades cada, seguindo-se Aveiro, com 788, e Torres Vedras, com 652.
Porto lidera entre os concelhos
Apesar de o Norte e o Centro concentrarem a maior fatia do total regional, são as áreas metropolitanas que apresentam as maiores carteiras de projetos a nível municipal.
O concelho do Porto lidera o país, com 4.174 fogos em licenciamento entre janeiro e setembro, mais do dobro dos 1.790 registados em Lisboa. Vila Nova de Gaia ocupa a segunda posição, com 3.325 fogos.
Na Área Metropolitana do Porto destacam-se ainda Gondomar, com 1.487 fogos, e Maia e Matosinhos, ambos com cerca de mil unidades.
Na região de Lisboa, além da capital, sobressaem Loures, com 1.550 fogos, e Sintra, com 1.094. Seixal, Setúbal, Oeiras, Cascais, Montijo, Almada, Mafra, Palmela e Amadora ultrapassam também os 500 fogos em licenciamento.
Na Área Metropolitana do Porto, Vila do Conde e Valongo integram igualmente o grupo de concelhos com mais de 500 fogos.
Grandes edifícios representam 12% dos novos fogos
Os projetos de grande dimensão assumem também um peso significativo no pipeline residencial de 2026. Entre janeiro e setembro foram submetidos 48 edifícios com mais de 100 apartamentos. Apesar de representarem apenas 0,3% do número total de projetos, concentram 7.352 fogos, correspondentes a 12% do total.
Neste conjunto incluem-se seis edifícios com mais de 200 apartamentos, dois dos quais com 351 e 331 unidades. Estes projetos localizam-se em Vila Nova de Gaia, Trofa, Porto (dois edifícios), Loures e Montijo.
Foram ainda identificados 40 edifícios com 70 a 100 apartamentos, que representam 3.302 fogos, e 69 edifícios com 50 a 70 unidades, num total de 4.026 habitações.
Os dados da Confidencial Imobiliário revelam, assim, um aumento do volume de novos projetos residenciais submetidos a licenciamento em 2026, com uma concentração regional mais expressiva no Norte e no Centro e um peso relevante de grandes empreendimentos nas principais áreas metropolitanas.















