Euribor sobe para máximo de um ano a três meses
A taxa Euribor subiu a três e a seis meses, no prazo mais curto para um novo máximo desde dezembro de 2025, e desceu a 12 meses em relação a quarta-feira.
A taxa Euribor a seis meses, que passou em janeiro de 2024 a ser a mais utilizada em Portugal nos créditos à habitação com taxa variável, avançou hoje ao ser fixada em 3,014%, mais 0,006 pontos percentuais do que na quarta-feira.
Dados do Banco de Portugal (BdP) referentes a setembro indicam que a Euribor a seis meses representava 40,25% do ‘stock’ de empréstimos para a habitação própria permanente com taxa variável.
Os mesmos dados indicam que as Euribor a 12 e a três meses representavam 30,96% e 24,24%, respetivamente.
No prazo de 12 meses, a taxa Euribor recuou hoje para 3,283%, menos 0,019 pontos que na véspera.
Já a Euribor a três meses subiu hoje, ao ser fixada em 2,812%, mais 0,053 pontos e um novo máximo desde dezembro de 2025.
A Euribor terminou outubro com a média mensal inalterada no prazo mais curto, a avançar no intermédio e a descer no mais longo.
A média mensal da Euribor em outubro manteve-se em 2,635% a três meses e subiu 0,053 pontos para 2,975% a seis meses. Já a média da Euribor a 12 meses desceu 0,008 pontos para 3,239% em outubro.
Como esperado, o Banco Central Europeu (BCE) manteve as taxas diretoras em 28 de outubro, e, segundo o mercado, adiou a subida das mesmas para a última reunião de política monetária deste ano, que se realiza em Frankfurt em 16 e 17 de dezembro.
Em 10 de setembro, o BCE subiu as taxas diretoras, em 25 pontos base, depois de as ter mantido em julho.
As Euribor são fixadas pela média das taxas às quais um conjunto de 21 bancos da zona euro está disposto a emprestar dinheiro entre si no mercado interbancário.
Lusa/DI






