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sexta-feira, 23 de Agosto de 2019
Entrevistas

As bases de financiamento do actual ciclo imobiliário são bem mais sólidas

10 de Julho de 2019

Já tem uma história de 30 anos de promoção imobiliária em Portugal. O grupo Omega tem actuado maioritariamente no Norte do país mas não descarta a possibilidade de vir para outras regiões. Neste momento tem em curso 10 projectos em desenvolvimento, três em fase de construção, quatro em fase de lançamento e mais três em fase de licenciamento, num total de 25 milhões de investimento.

José Carvalho, CEO do Grupo Omega, em entrevista ao Diário Imobiliário, revela que o mercado está mais estável e está optimista quanto ao futuro do sector.

A falta de habitação nova para a classe média é neste momento um dos nichos de mercado mais atrativos, daí o investimento do grupo neste segmento?

A resposta à questão colocada é naturalmente afirmativa. A realidade da construção de habitação nova para a classe média na última década, mostra que pouco ou nada se fez nesse domínio. Deste modo, as necessidades acumularam-se e estão patentes.

Mas também tem projetos de reabilitação. O que é mais rentável neste momento?

Responder a esta pergunta de forma objectiva torna-se difícil. A rentabilidade depende de muitos factores e varia muito de projecto para projecto, mesmo dentro dos mesmos conceitos. Os projectos de reabilitação não são necessariamente os mais rentáveis, mas são sim no actual contexto, os que tem tido uma procura mais consistente, muito motivada pela dinâmica do turismo.

De todo o modo, diria que genericamente os projectos potencialmente mais rentáveis, são em princípio, aqueles em que as empresas mais se especializarem.

Quais as grandes dificuldades de um investidor/promotor no Norte do país?

Suponho que não serão muito diferentes das que são identificáveis nas outras regiões do país.

Permito-me porém registar duas, que conduzem a algum desconforto para quem investe:

  1. Factor tempo – Os ciclos económicos actuais são muito curtos e os projectos imobiliários têm uma inercia muito grande. Há pois que ser ágil. Temos que melhorar e muito, nos procedimentos de licenciamento, nos sistemas construtivos e no financiamento.
  2. Factor informação – No nosso país, a informação estatística actualizada e disponível sobre o mercado imobiliário, é reduzida e limitada.

Deste modo, muitos dos investimentos são suportados por decisões pouco fundamentadas.

Pretende vir também para Lisboa ou para outras regiões?

Porque não. O investimento imobiliário faz-se de momentos e de oportunidades.

Qual o investimento já realizado e quantos projetos estão em construção?

O grupo existe há cerca de 30 anos, logo será difícil falarmos em investimento realizado.

Posso no entanto dizer que neste momento temos cerca de dez projectos em curso, estando três em fase de construção, quatro em fase de lançamento e mais três em fase de licenciamento. Na sua globalidade, o investimento neste projectos representa cerca de 25 milhões de euros.

Acredita que o mercado imobiliário vai continuar com este dinamismo?

O dinamismo do imobiliário está directamente dependente dos momentos bons e maus da economia. O bom desempenho da nossa economia está por sua vez muito dependente de factores externos e da nossa estabilidade política. É pois difícil responder a questão colocada de forma inequívoca.

Parece-me porém que, as bases de financiamento do actual ciclo imobiliário são bem mais sólidas do que eram anteriormente e que o nosso país possui vantagens competitivas face a terceiros, para quem quer investir no imobiliário (qualidade, segurança, rentabilidade, etc) .

Deste modo, tendo a ser optimista para os próximos anos…… doutro modo, mudava de rumo.

Apesar de se falar já num abrandamento dos preços, qual a sua opinião?

 Os poucos dados estatísticos existentes indicam na realidade que a subida de preços está a ser mais lenta. Tinha que acontecer e é pois natural e salutar que isso suceda, significando que o mercado está a ficar mais estável.

Também no norte os estrangeiros estão a dominar a compra de casa ou são os portugueses que são a maioria ainda?

Não possuo indicadores estatísticos actualizados.  Creio porém que no Norte, as nacionais ainda “mandam”. Assim acontece nos nossos negócios.

Seja como for, as análises a essas tendências têm que ser segmentadas por tipo de imóveis.

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