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Dubai entra em 2026 com novas aberturas, grandes eventos e avanços na mobilidade urbana

O novo Baccarat Hotel Residences Dubai

Dubai entra em 2026 com novas aberturas, grandes eventos e avanços na mobilidade urbana

5 de janeiro de 2026

O emirado do Dubai prepara-se para 2026 com um conjunto de novas aberturas na hotelaria, restauração e entretenimento, a par de desenvolvimentos inéditos na mobilidade urbana. As iniciativas inserem-se na estratégia de diversificação económica e de reforço do turismo, da inovação e da experiência do visitante.

Na hotelaria, o próximo ano será marcado pela estreia de várias marcas internacionais. Entre as principais aberturas está o Six Senses The Palm, Dubai, primeiro projecto da marca na cidade, localizado na Palm Jumeirah, com 61 quartos e 162 residências. Está também prevista a inauguração do Kimpton Dubai, junto ao Business Bay Canal, com 280 quartos, e do Gran Meliá Dubai, em Jumeirah, que inclui acesso directo à praia.

Outras novidades incluem a reabertura do The Meydan Hotel, após renovação, novas unidades no arquipélago The World Islands, como o InterContinental Resort Portofino, e a abertura do Baccarat Hotel & Residences Dubai, primeira unidade da marca no país.


O Abra Restaurant vai abrir no Etihad Museum


Na restauração, o calendário de 2026 inclui novas aberturas de marcas internacionais e conceitos de autor. O chef Nobu Matsuhisa inaugura o Nobu One Za’abeel, enquanto o restaurante espanhol Barrafina escolhe o DIFC para a sua primeira abertura fora do Reino Unido. Estão também previstas novas propostas gastronómicas na Palm Jumeirah e a abertura do Abra Restaurant, no Etihad Museum, com uma abordagem contemporânea à cozinha tradicional dos Emirados.

No campo das atracções, destaca-se a reabertura do antigo Lost Chambers como The Lost World Aquarium, no Atlantis, The Palm, com mais de 65 mil animais marinhos. Abrem igualmente novos espaços com foco ambiental, como a Jumeirah Eco Village, e regressam grandes atrações sazonais, como o Dubai Miracle Garden.

A mobilidade urbana é outro dos eixos centrais de 2026. O Dubai prevê lançar táxis aéreos eléctricos em parceria com a Joby Aviation, ligando pontos estratégicos da cidade, incluindo o Aeroporto Internacional do Dubai, Palm Jumeirah, Dubai Marina e Downtown. Em paralelo, avançam os testes de robotáxis, no âmbito de uma parceria entre a WeRide, a Uber e a Roads & Transport Authority, com operação piloto já em curso em zonas turísticas.


Dubai World Cup


O calendário de eventos inclui a 30.ª edição da Dubai World Cup, a 28 de Março, a 25.ª Dubai Marathon, a 1 de Fevereiro, e uma edição especial da Art Dubai, que celebra 20 anos em Abril.

Com novas aberturas, investimentos em tecnologia e um calendário cultural e desportivo reforçado, o Dubai entra em 2026 apostando na consolidação do turismo, da inovação urbana e da mobilidade sustentável.

Dubai: crescimento acelerado com fragilidades estruturais

O Dubai consolidou-se como um dos principais polos globais de turismo, negócios e inovação urbana, mas o seu modelo de desenvolvimento levanta críticas recorrentes em várias dimensões.

Um dos pontos mais apontados é a dependência de mão de obra estrangeira pouco qualificada, sobretudo no sector da construção, serviços e hotelaria. Apesar de melhorias recentes, persistem denúncias internacionais sobre condições laborais precárias, baixos salários, restrições à mobilidade profissional e sistemas de patrocínio que limitam direitos dos trabalhadores migrantes.



Dubai Marathon


No plano dos direitos humanos e civis, o emirado mantém um quadro legal restritivo. A liberdade de expressão, associação e imprensa é limitada, e leis penais rigorosas continuam a penalizar comportamentos considerados aceitáveis noutras sociedades, incluindo em matérias relacionadas com orientação sexual, vida privada e crítica ao poder político. O sistema judicial é frequentemente descrito como pouco transparente em casos sensíveis.

Do ponto de vista ambiental, o modelo urbano altamente artificializado gera fortes pressões ecológicas. A dependência do ar condicionado, a dessalinização intensiva da água do mar, o consumo energético elevado e projectos de grande escala com impacto nos ecossistemas costeiros levantam dúvidas sobre a sustentabilidade de longo prazo, apesar dos investimentos anunciados em energias limpas.

O mercado imobiliário, embora dinâmico, é marcado por ciclos de forte volatilidade. A rápida produção de oferta, sobretudo no segmento de luxo, tem historicamente conduzido a correções abruptas, riscos de sobreconstrução e dependência de investidores estrangeiros sensíveis a choques geopolíticos e financeiros.