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Cabaz alimentar atinge novo máximo e expõe escalada contínua dos preços essenciais

Imagem Freepik

Cabaz alimentar atinge novo máximo e expõe escalada contínua dos preços essenciais

26 de março de 2026

O cabaz alimentar essencial monitorizado pela DECO PROteste voltou a subir, ainda que de forma residual, fixando-se esta semana em 254,40 euros— o valor mais elevado desde o início da monitorização, em 2022, e um sinal da persistência da pressão inflacionista nos bens essenciais.
Face à semana anterior, o aumento foi de apenas oito cêntimos. Ainda assim, o novo máximo histórico confirma uma tendência prolongada de encarecimento, com impacto directo no orçamento das famílias.

Desde o início de 2026, o custo do cabaz subiu 12,57 euros (5,2%) e, em termos homólogos, o agravamento é de 17,46 euros (7,37%). A comparação com Janeiro de 2022 evidencia a dimensão da subida: o mesmo conjunto de produtos custa hoje mais 66,70 euros, um aumento de 35,5% em quatro anos.


Cabaz alimentar inclui 63 produtos

Na última semana, os maiores aumentos concentraram-se nos hortícolas, com a curgete a subir 17% (2,75 euros), o tomate chucha 15% (2,60 euros) e a cebola 10% (1,42 euros), reflectindo a volatilidade típica destes produtos.

Em termos homólogos, destacam-se aumentos expressivos na couve-coração (+53%, para 1,87 euros), no café torrado moído (+39%, para 5,15 euros) e no robalo (+39%, para 9,81 euros/kg), evidenciando uma subida sustentada em diferentes categorias do cabaz.

Desde 2022, alguns produtos registam aumentos acumulados muito acima da média, como a carne de novilho para cozer (+122%, para 12,89 euros/kg), a couve-coração (+88%) e os ovos (+84%, para 2,10 euros), agravando de forma significativa o custo da alimentação básica.
O cabaz inclui 63 produtos, entre carne, peixe, frutas e legumes, lacticínios e mercearia. Apesar da desaceleração recente, os dados indicam que o alívio nos preços continua limitado, mantendo-se a pressão sobre os consumidores nos bens mais essenciais.