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domingo, 22 de setembro de 2019
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Investimento continua uma prioridade para o imobiliário em Portugal

30 de abril de 2019

O estudo “Portuguese Real Estate Investment Survey” da Deloitte, revela que em 2019, grande parte dos players do mercado prevê aumentar o seu portfólio em mais de 10%, sendo os activos Value added como a opção preferencial de investimento, seguida dos ativos Core (23%) e Opportunistic deals (23%).

A Deloitte revela que o investimento vai continuar a ser uma prioridade para o imobiliário em Portugal, de acordo com 77% dos agentes do sector.

De acordo com Jorge Marrão, Partner e Real Estate Leader da Deloitte Portugal, "os agentes do sector terminaram o ano passado com um sentimento de grande confiança e estão com elevadas expectativas em relação a este ano. Continuamos a ter motivos para acreditar que este bom momento se vai manter e que Portugal vai continuar a ser atractivo tanto para investidores nacionais como estrangeiros”.

O estudo refere ainda que é esperado um aumento do volume e dos preços de transacção no sector industrial e uma maior estabilidade nos sectores residencial, comércio/serviços e hotelaria. Espera-se ainda uma maior estabilidade das taxas de rentabilidade nos quatro sectores em análise, podendo assistir-se a uma ligeira diminuição nos sectores residencial e industrial.

Quando questionados sobre as variáveis que terão maior impacte no sector, os players apontam o investimento estrangeiro (70%) e a entrada de novos players (54%) como as que terão maior impacte positivo e a burocracia (54%) e a política fiscal (85%) como as que terão maior impacte negativo.

“O contexto gerado pela crise económica revelou-se muito favorável ao investimento imobiliário em Portugal, o que leva os agentes do setor a acreditar que a aposta neste setor será reforçada este ano”, afirma Jorge Marrão.

Estratégia de investimento

O relatório avança também que para este ano, os activos Value Added (31%) vão ser alvo de maior investimento por parte dos agentes do sector imobiliário e a hotelaria (62%), os escritórios (54%) e o retalho (31%) destacam-se como sectores preferenciais de investimento.

A banca (62%) é apontada como principal fonte de financiamento para aquisições de imobiliário e a origem do capital é, sobretudo, europeia (85%) e norte americana (62%). Na opinião dos inquiridos existirá facilidade na captação de fundos para o investimento (38%) e o processo de aquisição de activos imobiliários durará entre três a seis meses (100%).

Estratégia de desinvestimento

Os activos Core (31%) e Opportunistic deals (31%) vão ser alvo de maior desinvestimento por parte dos players do sector imobiliário e os escritórios (38%), activos industriais (31%) e residenciais (23%) são apontados como os activos preferenciais de desinvestimento.

Os fundos de pensões (62%) e os fundos de fundos (46%) surgem como principais compradores de imobiliário e a Europa (92%), a América do Norte (46%) e a Ásia (46%) destacam-se como sendo a origem dos principais investidores. Segundo os agentes do sector, a captação de fundos para investimento não trará dificuldade acrescida (46%) e o processo de aquisição de activos imobiliários vai durar entre três a seis meses (92%).

Consulte o Portuguese Real Estate Investment Survey aqui.

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