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Investidores estrangeiros continuam a apostar em Portugal em busca do Visto Gold

 

Investidores estrangeiros continuam a apostar em Portugal em busca do Visto Gold

2 de março de 2021

O adiamento da entrada em vigor das alterações ao programa dos Vistos Gold representa um sinal muito positivo na captação de investimento estrangeiro para o mercado imobiliário português, revela a consultora Worx.

De recordar que as novas regras que deveriam aplicar-se a partir de 1 de Julho de 2021, foram alteradas pelo decreto-lei nº14/2021 de 12 de Fevereiro de 2021 indicando que só entrarão em vigor a 1 de Janeiro de 2022. "A decisão dá margem para que o mercado imobiliário continue a captar investimento estrangeiro e permite que os investidores continuem a considerar Portugal como uma alternativa para este tipo de programa", refere a consultora.

A Worx indica que o programa tem sido procurado por vários investidores estrangeiros (estando a China e o Brasil no topo da lista das origens do investimento), no entanto, o investidor britânico será certamente um mercado alvo nos próximos tempos dadas as dificuldades colocadas pela saída do Reino Unido da União Europeia.

De destacar também que a nova legislação salvaguarda o investimento realizado em activos do segmento comercial, como escritórios, retalho, comércio e apartamentos turísticos, mantendo os investimentos elegíveis em Lisboa e no Porto.

O investimento total relativo à concessão de Autorização de Residência para Investimento (ARI), os chamados Vistos Gold, gerou cerca de 647 milhões de euros em 2020, indicando uma ligeira contração de 13% face a 2019 (segundo os dados mais recentes do SEF-ARI).

"De salientar que o mês de Maio de 2020 registou um pico de investimento na ordem dos 146 milhões de euros (com uma variação homóloga de 192% face a 2019), o equivalente a 270 autorizações concedidas, marcando assim o valor mais alto desde Março de 2017. O programa Vistos Gold já captou mais de 5,6 mil milhões de euros em investimento estrangeiro, desde 2012, sendo que a aquisição de bens imóveis representou a maioria deste montante, com um peso de 90%, e cerca de cinco mil milhões de euros no total", conclui a consultora.