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domingo, 15 de dezembro de 2019
Habitação by century 21

Só quem tem capitais próprios de cerca 15% do investimento pode ‘sonhar’ com habitação própria

28 de outubro de 2019

Apesar de se verificar uma subida na concessão do crédito à habitação, ainda está longe dos 19,63 mil milhões de euros de 2007. Um estudo revela que o crédito baixou para metade entre 2004 e 2018.

De facto, o peso percentual do crédito à habitação no valor das transacções de imóveis em Portugal foi de 40,8% em 2018, metade do peso que tinha em 2004 (86%), embora se registe um crescimento recente do mesmo se se comparar com os 21,58% no ano de 2013.

Este são dados revelados no estudo “Análise e Evolução do Mercado de Crédito à Habitação”, de Hélder Pereira, da Universidade Portucalense, que avança ainda que o valor máximo de crédito concedido atingiu o seu máximo em 2007, nos 19,63 mil milhões de euros, contra o mínimo concedido em 2012, no valor de 1,93 mil milhões de euros.

O estudo revela ainda que, apesar da descida significativa das taxas praticadas no crédito à habitação, o agravamento dos indicadores de decisão do crédito faz com que muitos portugueses que tinham acesso ao crédito há 10 anos não o tenham hoje.

O documento avança ainda que apesar da evolução das taxas ter sido positiva, para os detentores de crédito à habitação com a Euribor 12 meses (principal indexante) a descer de um máximo de 4,75% em 2007 para valores negativos de 0,298% em 18 de Outubro de 2019, verifica-se que não é suficiente (não compensa) as restrições que vieram a acontecer para o acesso ao crédito. “

Para quem já tem crédito é óptimo, mas depois não conseguem ultrapassar os diversos constrangimentos, ou seja, ajuda na taxa de esforço, mas não resolve o F/I”, explica ao autor do estudo, Hélder Pereira. Na análise percebe-se também que, só quem tem capitais próprios de aproximadamente 15% do valor do investimento pode ‘sonhar’ com habitação própria. Apesar do crédito à habitação ser dos mais procurados pelos portugueses nas últimas décadas, verifica-se também que, em anos de crise - entre 2011 e 2015 - o valor do crédito ao consumo foi superior ao valor do crédito à habitação.

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