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segunda-feira, 21 de junho de 2021
Entrevistas
No mercado imobiliário de luxo os preços irão manter-se

No mercado imobiliário de luxo os preços irão manter-se

19 de maio de 2020

Chegou a Portugal em 2017, a Mexto é uma promotora imobiliária suíça, dirigida ao segmento de luxo. Já investiu 50 milhões de euros em 10 projectos residenciais em Portugal e tem como objectivo chegar aos 150 milhões. Miguel Cabrita Matias, Board Member & Head of Technical Department da Mexto, em entrevista ao Diário Imobiliário, admite que o nosso país está muito bem posicionado para atrair investimento mas necessita de rapidez na criação e implementação de condições apelativas ao investimento estrangeiro, em especial as que tocam à tributação fiscal.

 Que projectos a Mexto tem em curso em Portugal e quais os que se seguirão?

A Mexto tem de momento nove projectos em curso, em diferentes fases de desenvolvimento: Em construção temos o “Avencas Ocean View Residences”, situado na Parede, com uma localização ímpar na primeira linha de mar. Trata-se da reabilitação de um palacete do inicio do século XX, uma antiga residência de férias dos Cardeais Patriarcas de Lisboa e a construção a tardoz deste, de um edifício de linhas contemporâneas devidamente enquadrado. Este projecto terá 9 apartamentos de luxo com áreas muito generosas, todas as unidades terão vista de mar e grandes áreas de varandas e jardins. O condomínio terá ainda um ginásio e um SPA.

Igualmente em fase de construção temos o empreendimento Rodrigo da Fonseca 43, em Lisboa, cuja localização dispensa apresentações. Trata-se da reabilitação de um edifício também ele do início do século XX, sendo este um outro projecto direccionado ao mercado de luxo. Será constituído por 8 apartamentos de grandes dimensões com amplas varandas e um jardim comum a todas as unidades, com piscina, onde houve uma grande preocupação e um cuidado especial na preservação de elementos arquitectónicos de valor, tornando cada unidade numa peça de arte.

Com projecto aprovado e a aguardar licença de construção temos o Maison Eduardo Coelho, localizado no cosmopolita bairro do Príncipe Real. Trata-se da reabilitação de um edifício do século XIX que será futuramente constituído por 7 apartamentos com tipologias entre o T1+1 ao T3+1, todos com áreas bastante generosas e igualmente destinado ao segmento de luxo.

Por outro lado, ainda a iniciar a construção, brevemente teremos o nosso primeiro grande empreendimento destinado à classe média, de seu nome O´living, situado nos Olivais, muito perto do Parque das Nações e da Estação Oriente. Trata-se de um projecto de construção de 2 blocos de linhas contemporâneas que será constituído por 86 apartamentos, maioritariamente de tipologias T2 e T3, com estacionamento.

Ainda em fase de licenciamento camarário temos os Projectos: Ajuda Garden Residences, um projecto de construção novo em condomínio fechado com uma grande piscina comum; o Castilho 3, a reabilitação de um edifício do século XX; o Prior do Crato City Living , a reabilitação de um edifício do século XVIII e por último 2 projectos de pequenas dimensões de reabilitação de moradias do início do século XX: o S. Gens Townhouse e o Boa-Hora Ajuda Residence.

Além dos projectos acima descritos, a Mexto continua a explorar todas as oportunidades de negócio que tragam mais valias à empresa.

Qual o investimento já realizado e o previsto para o nosso país?

O investimento já realizado em Portugal ascende em números redondos a 50 milhões de euros, contudo, com o desenvolvimento dos projectos que detemos em carteira prevemos chegar aos 150 milhões.

As obras dos novos projectos não pararam. Como têm decorrido as vendas?

Iniciámos a promoção activa de dois projectos há relativamente pouco tempo, tendo já realizado vendas tanto no Rodrigo da Fonseca como nas Avencas. Contudo, sentimos o efeito desta situação de pandemia, pelo que as vendas praticamente pararam nesta fase, o que é natural se pensarmos que as pessoas estão confinadas, sem possibilidade de viajar e de visitarem os projectos. No entanto, estamos a verificar alguma mudança, desde que se começou a falar de levantamento do confinamento, existindo agora mais movimento não só nos nossos canais digitais como também pedidos de informação através de outros canais como por exemplo o telefónico.

Quais são as grandes dificuldades encontradas no nosso país?

As grandes dificuldades encontradas prendem-se essencialmente com a grande demora e a burocracia nos licenciamentos camarários, o pesado regime fiscal e as alterações legislativas que impedem que se façam previsões a longo prazo. Recentemente, temos vindo a verificar uma vontade de se mudar este paradigma, com implementação de medidas que visem acelerar os processos camarários, o que é de louvar.

Como vê o futuro do mercado imobiliário em Portugal? As previsões apontam para descida dos preços, é da mesma opinião?

Creio que a tendência não será igual em todos os segmentos. No mercado de luxo, onde a Mexto tem maior preponderância de projectos e cujos clientes são maioritariamente estrangeiros, creio que os preços se manterão e a haver algum ajuste será certamente positivo. Já no segmento para a classe média do mercado nacional penso que poderá haver ajustes em baixa, contudo creio que o abrandamento do ritmo de vendas é e será transversal a todos os segmentos nos próximos tempos.

Nesta crise Portugal tem passado uma imagem positiva no exterior, acredita que no futuro isso pode ser benéfico para o mercado imobiliário português?

Acredito que a forma como Portugal tem gerido a pandemia, a qual é reconhecida internacionalmente através de vários meios de comunicação social – europeus e não só, será mais um factor diferenciador a acrescentar aos já existentes, podendo influenciar a decisão de clientes internacionais em comprar imobiliário em Portugal. Obviamente não será apenas este um factor suficiente para atrair investimento, da mesma forma que o país foi um dos que melhor se posicionou na gestão da pandemia, terá igualmente de ser capaz de se posicionar da melhor forma e com maior rapidez  na criação e implementação de condições apelativas ao investimento estrangeiro, em especial as que tocam à tributação fiscal. Recordo-me, recentemente, de ter visto um artigo onde se referia Portugal como um dos melhores destinos para se morar no pós-covid, por exemplo. Acredito que o sector continuará a trabalhar para passar essa imagem e quanto à Mexto, tudo faremos para continuar a apresentar as mais valias de Portugal, assegurando o investimento tão necessário ao país.

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