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Providência cautelar suspende venda da Quinta do Braamcamp no Barreiro

 

Providência cautelar suspende venda da Quinta do Braamcamp no Barreiro

 

Providência cautelar suspende venda da Quinta do Braamcamp no Barreiro

 

Providência cautelar suspende venda da Quinta do Braamcamp no Barreiro

 

Providência cautelar suspende venda da Quinta do Braamcamp no Barreiro

7 de abril de 2020

A venda da Quinta do Braamcamp, um imóvel histórico na zona ribeirinha do Barreiro, no distrito de Setúbal, que a autarquia colocou em hasta pública pelo preço base de 5 milhões de euros, encontra-se suspensa devido a uma providência cautelar que foi aceite pelo Tribunal Administrativo de Almada, informou a Plataforma Cidadã Braamcamp é de Todos.

“A providência cautelar suspenderá todo e qualquer acto de execução da deliberação de venda da Quinta do Braamcamp, designadamente a recepção de propostas da hasta pública”, adiantou a Plataforma Cidadã Braamcamp é de Todos em comunicado.

A venda do terreno foi anunciada no início de 2019 pela Câmara do Barreiro, liderada por Frederico Rosa (PS), justificando que os 21 hectares na zona ribeirinha se encontravam sem utilização e que não se sabia quando haveria verbas para o requalificar.

Refira-se que o executivo camarário do Barreiro, dada a pandemia do Covid-19, propôs que a abertura das propostas entregues referentes ao concurso de venda da Quinta Braamcamp fosse adiada para o dia 17 de Abril de 2020, pelas 14h, na sala de sessões da CMBarreiro, Paços do Concelho, na Rua Miguel Bombarda.

Na sequência desse anúncio, e por discordar da venda, foi constituída aquela plataforma cívica.

Para o movimento, a decisão do Tribunal de Almada é “um passo importantíssimo” para tornar a quinta do Braamcamp num “bem comum” e de “usufruto de toda a população”.

A quinta foi fundada pela família holandesa Braamcamp, num terreno com grande diversidade de fauna e flora, onde actualmente ainda permanece o maior moinho de maré do concelho e vestígios de dois palacetes, assim como da antiga fábrica da Sociedade Nacional de Cortiça.

“Esta é uma notícia que nos dá alento e revigora a força da nossa razão, numa altura em que decorreu sensivelmente um ano desde a nossa constituição em Plataforma Cidadã, na sequência de diversas acções de pessoas, constituídas ou não em movimentos, e também da vontade de associações representativas de interesses colectivos de natureza social, ambiental e patrimonial”, referiu.

Desde a sua formação, a plataforma já realizou várias acções para impedir a venda ao promotor privado, mas uma sondagem divulgada pela Câmara do Barreiro, em Junho do ano passado, mostra que 76,5% dos munícipes “concordam com a alienação dos terrenos”.

Além disso, o município garantiu que o projecto de requalificação previsto “obriga os compradores a cumprirem o que está previsto para toda a zona”.

“Dos 21 hectares de terrenos, 95% serão ocupados por zonas desportivas e espaços verdes, com a edificação de um campo de futebol, zonas de lazer e de desporto náutico. Os restantes 5% serão destinados à construção de habitação”, avançou, na ocasião. 

Recorde-se que a Quinta do Braamcamp foi adquirida pelo anterior executivo camarário, de maioria da CDU (PCP e Verdes), em 2015, tendo a assinatura de Escritura de Aquisição  entre o Banco Comercial Português, entidade vendedora, e o Município do Barreiro, tido lugar a 19 de Dezembro desse mesmo ano. O valor da transacção foi de dois milhões e novecentos mil euros.

 

 A cidade do Barreiro pertence ao distrito de Setúbal.

LUSA/DI